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30% DAS COMISSÕES MUNICIPAIs FUNCIONAM PRECARIAMENTE Os 102 municípios têm comissões municipais de Defesa Civil. Porém, em 30%, as comissões funcionavam precariamente, em salas improvisadas, com no máximo dois servidores e a maioria despreparada até para preencher os formulários dos desastres naturais. Há casos também que o órgão servia apenas como cabide de emprego para aliados dos gestores. O coordenador estadual, coronel Moisés Melo, afirmou que os coordenadores das comissões municipais receb

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Imagem ilustrativa da imagem 30% DAS COMISSÕES MUNICIPAIs FUNCIONAM PRECARIAMENTE
Os 102 municípios têm comissões municipais de Defesa Civil. Porém, em 30%, as comissões funcionavam precariamente, em salas improvisadas, com no máximo dois servidores e a maioria despreparada até para preencher os formulários dos desastres naturais. Há casos também que o órgão servia apenas como cabide de emprego para aliados dos gestores. O coordenador estadual, coronel Moisés Melo, afirmou que os coordenadores das comissões municipais receb
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Os 102 municípios têm comissões municipais de Defesa Civil. Porém, em 30%, as comissões funcionavam precariamente, em salas improvisadas, com no máximo dois servidores e a maioria despreparada até para preencher os formulários dos desastres naturais. Há casos também que o órgão servia apenas como cabide de emprego para aliados dos gestores. O coordenador estadual, coronel Moisés Melo, afirmou que os coordenadores das comissões municipais receberam cursos, informações e admitiu que algumas coordenações tinham apenas um servidor. Ele preferiu não nomear as prefeituras que improvisaram o funcionamento das CDCs Entre os órgãos de Defesa Civil municipal o mais aparelhado é o da prefeitura de Maceió, com 100 servidores. Contudo, até 2019 o setor tinha apenas quatro funcionários. Quase todos despreparados. Tanto que, quando foram chamados para intervir no caso dos “afundamentos” das 35 minas de exploração de sal-gema da Braskem que deixou os bairros do Pinheiro, Mutange, Bebedouro e Bom Parto inabitáveis, alguns servidores choraram no gabinete do coordenador estadual de Defesa Civil, coronel Moisés Melo, admitiram que não sabiam o que fazer. “A Defesa Civil de Maceió hoje é a mais bem aparelhada”, disse o coronel Moisés ao revelar que os equipamentos de monitoramento do solo nas áreas críticas dos poços da Braskem foram adquiridos com recursos da mineradora como pagamento parcial da mitigação dos danos causados à cidade, os equipamentos para monitoramento do solo e condições climáticas. O coordenador municipal, Abelardo Nobre, diz que a população das áreas críticas foi alertada com antecedência. Até o prefeito JHC (PSB) vestiu a roupa da Defesa Civil e fez o trabalho de convencimento dos moradores das áreas críticas a buscarem lugares seguros. No orçamento elaborado pela equipe do ex-governador Filho, a Defesa Civil ficou com dotação menor que a do ano passado. Em 2019, o órgão tinha orçamento de R$ 10 milhões, ano passado contou com R$ 2,9 milhões e este ano R$ 326 mil, ou seja, o suficiente para pagamento da folha reduzida. Por conta do orçamento apertado, o governador-tampão, Paulo Dantas (MDB), teve que liberar R$ 500 mil para garantir o funcionamento da Defesa Civil estadual no período mais crítico dos temporais. Há uma década no cargo como coordenador estadual do órgão, o coronel Moisés disse que o setor cresceu, é referência para o País como órgão de estrutura e de sistema. “Os municípios também evoluíram: antes havia defesa civil em 60%; hoje os 102 municípios têm suas comissões”.

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