Política
Regis evita falar de rompimento com T�o e Renan
ODILON RIOS O candidato a prefeito Regis Cavalcante (PPS) assumiu ontem um discurso ?sem ódio nem medo? para governar a cidade, tentando esquecer dos desentendimentos que teve com os senadores Renan Calheiros (PMDB) e Teotonio Vilela Filho (PSDB). ?Quero dizer que Regis 23 está de volta?, afirmou o candidato, que já foi para o segundo turno na eleição de 2000 contra a prefeita Kátia Born (PSB), quando foi derrotado. Na convenção do dia 30 de junho, Regis e os senadores resolveram marchar juntos na disputa municipal ? Regis era candidato a vice de Téo Vilela ? mas, antes do registro das candidaturas, no dia 6 de julho, no fórum eleitoral da capital, o xadrez político mudou: os dois senadores lançaram o nome do médico cardiologista José Wanderley Neto (PMDB) e, dias depois, foi escolhido o vice, Jorge VI (PSDB). Antes, os nomes que disputariam as eleições, na coligação PSDB-PPS-PMDB eram o senador Teotonio Vilela Filho, na cabeça-de-chapa, e Regis Cavalcante, como vice. ?Só quem deve saber o motivo da desistência são os dois senadores?, disse o candidato, em entrevista à TV GAZETA. Com o processo eleitoral, o PPS retirou dos quadros do governo municipal o jornalista Anivaldo Miranda, que ocupava a Secretaria de Recursos Hídricos. Porém, mesmo com a presença de seu irmão no governo, o jornalista Joaldo Cavalcante, que ocupa a pasta da Comunicação Social, Regis declarou que não existem divergências sobre o assunto, nem no partido nem em família. ?Meu irmão foi chamado, não por visão partidária nem por indicação do PPS?, disse Regis, lembrando das características profissionais de Joaldo. Regis afirmou que tem o apoio de ?uma das melhores senadoras do país, que é Heloísa Helena?. Sobre a aplicação de verbas públicas na cidade, Regis disse que a arrecadação em 2003, na cidade, foi de R$ 420 milhões. Este ano, disse o candidato, a previsão é de R$ 540 milhões. ?Apenas 20% deste dinheiro é de receita própria do município?, lembrou o candidato. ?A previdência municipal está literalmente destruída, colocando funcionários, ao se aposentar, em uma situação muito difícil. Nós vamos resolver o problema da previdência?, avaliou Regis. ?O dinheiro público está sendo gasto de maneira errada?, destacou. Em tom crítico em relação à administração municipal, Regis falou que a auto-estima do servidor público está baixa e que pretende injetar otimismo no funcionalismo. ?O guarda municipal não pode passar oito anos recebendo dois fardamentos, não pode trabalhar sem estrutura?, avaliou o candidato. De acordo com ele, a prefeitura arrecada R$ 8 milhões por mês, mas gasta R$ 16 milhões ? a maior parte das verbas, contou o candidato, é para quitar as folhas de pagamento e administrar as necessidades da máquina pública.