Política
Candidatos t�m propaganda ilegal na Internet
ODILON RIOS Os candidatos alagoanos começam a entrar na era da Internet, fazendo campanha eleitoral por meio de sites próprios espalhados pela rede, mas atuando bem distante dos olhares da Justiça Eleitoral, que não tem como fiscalizar ou coibir os abusos que possam vir a ocorrer. O juiz coordenador da propaganda eleitoral, Alcides Gusmão, informou que a Justiça não detém o cadastro dos candidatos a prefeito e vereador que possuem sites e estão fazendo propaganda na Internet, mas informou sobre a existência da lei à GAZETA e mostrou uma cópia da resolução que rege a propaganda eleitoral na Internet. Segundo ele, possivelmente o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) teria os dados dos candidatos com sites na Internet. Porém, no TRE, os dados não existem. Segundo a Secretaria Judiciária, a fiscalização na Internet é impossível, tal o volume de sites registrados na rede. De acordo com a secretaria, a Justiça Eleitoral só pode agir contra os abusos se for provocada por outros candidatos. Abuso Se a Justiça não consegue fiscalizar a forma como a propaganda eleitoral está distribuída na Internet entre os candidatos alagoanos, eles acabam encontrando a brecha para fazer isso sem correr o risco de punição pela lei. Alguns enviam até o endereço do candidato através do correio eletrônico, como é o caso do candidato a prefeito em Penedo, José Machado (PFL), que enviava, na sexta-feira, aos jornais, uma nota explicativa sobre a inauguração de seu site na Internet. O site é considerado pela lei como irregular e parece que o candidato percebeu a situação, tanto que, na mesma sexta-feira, foi retirado do ar. Uma justificativa foi enviada pelo correio eletrônico, alegando que o site tinha registrado ?problemas técnicos?. Outro exemplo de propaganda eleitoral na rede de computadores que a lei considera irregular é o do candidato a prefeito em Maceió, Regis Cavalcante (PPS). O candidato chegou a alardear na imprensa o endereço eletrônico, dizendo, ainda, que era o primeiro candidato a prefeito em Maceió a divulgar suas idéias pelas Internet, mas o site é considerado irregular pela lei. Perguntado pela GAZETA se o endereço eletrônico estava registrado no Tribunal Superior Eleitoral, Regis não soube informar. ?Acho que sim, vou procurar me informar com minha assessoria?. O candidato foi informado da irregularidade, de acordo com a lei eleitoral, mas, até o começo da noite de sexta-feira, o site permanecia no ar. Outro site que faz referências eleitorais é de Arapiraca, sobre o candidato a prefeito do município Dudu Albuquerque (PSB). O nome do site é ?Boca-de- Urna?. Não se sabe se é coincidência, mas os sites dos candidatos alagoanos não são encontrados nos sistemas de buscas da Internet. Para isso, é necessário que antes seja registrado pelos candidatos, o que não foi feito até hoje. A exceção a esta regra é o Boca-de-Urna, que se propõe a ser um site comercial, porém, de aparência política.