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Ex-delegado critica sindic�ncia e se diz inocente

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MARCOS RODRIGUES ?Sem validade?. Foi assim que o ex-delegado regional do Trabalho, Tito Uchôa, se referiu ao relatório final que aponta improbidade administrativa em sua gestão. Ouvido pela GAZETA e informado das várias acusações de irregularidades listadas pela comissão de sindicância, Uchôa preferiu desqualificar o presidente da Comissão de Sindicância, o advogado da União José Maria Barbosa. Segundo Uchôa, sua gestão de oito anos nunca foi questionada pelo Tribunal de Contas da União (TCU). Indicado para o cargo pelo senador Renan Calheiros (PMDB), ele acredita que ?a turma do PT?, como se refere ao atual delegado Ricardo Coelho e seus assessores, é que está criando fatos. ?Nunca tive problemas com a aprovação de minhas contas?, garantiu Uchôa. ?Inclusive todos os pareceres jurídicos foram fornecidos pelo senhor José Maria [presidente da comissão de sindicância]. Essas coisas estão surgindo agora porque interessa ao PT atingir politicamente o senador Renan Calheiros?, disse Uchôa. O ex-delegado criticou também o engenheiro responsável pelo laudo pericial da obra de Porto Real do Colégio. Para ele, Jackson Cabral não poderia ser indicado para este trabalho, por ser irmão do vereador petista Judson Cabral. ?Qual foi a isenção que se teve para esse caso??, indagou. Outro detalhe, segundo Tito Uchôa, é que a reforma em Porto Real do Colégio foi fracionada, ou seja, contou com a presença de outra construtora. ?Acho que existe é uma irregularidade do atual delegado, que fracionou a obra com uma outra construtora. Quanto a minha gestão, se existiam problemas na obra, porque ela recebeu pagamento?? Defesa Uchôa não compareceu para depor na Comissão de Sindicância, por acreditar que se tratava de um ?processo político?. Ao invés disso, indicou uma advogada, Carla Patrícia Veras Silver. Ela também é uma das acusadas no relatório da sindicância, e fez a sua e a defesa de Tito Uchôa. Por telefone, a advogada explicou que a investigação não poderia acontecer porque não existe nenhuma denúncia formal contra os servidores. ?É um processo eminentemente político. O que motivou os trabalhos foram duas folhas digitadas sem a presença do denunciante, por isso avalio que ela não tenha valor jurídico?, observou, lembrando problemas pessoais entre os membros da Comissão de Sindicância e os investigados. Continuidade Para o deputado Paulão (PT), as investigações têm que ter continuidade na Controladoria Geral da União (CGU) e no próprio Ministério do Trabalho. ?Fui eu quem protocolou denúncia na CGU e no ministério. Mesmo antes da indicação de Ricardo Coelho, nós já recebíamos informações sobre irregularidades?, disse. Ele negou que, depois de o PMDB ter passado a integrar a base do governo federal, tenha tentado barrar as investigações, como alegou Tito Uchôa.

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