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Justi�a decidir� futuro de quatro candidatos

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ARNALDO FERREIRA Dois candidatos trabalham para cassar, na Justiça Eleitoral, as candidaturas de Alberto Sextafeira (PSB), José Wanderley (PMDB), Regis Cavalcante (PPS) e Cícero Almeida (PDT). Na linha de frente desta batalha eleitoral de bastidores estão, em campos diferentes, os candidatos a prefeito João Caldas (PL) e Ricardo Barbosa (PSTU). Os dois garantem: ?Existem provas suficientes para o Ministério Público Eleitoral e a Justiça Eleitoral indeferirem quatro candidaturas que disputam a Prefeitura de Maceió?. Os candidatos na mira das ações de impugnação, orientados pelos advogados, evitam discutir a matéria. Eles alegam que preferem aguardar a decisão da Justiça Eleitoral. Argumentos O candidato João Caldas (PL), além de negar que esteja para desistir do processo eleitoral, se diz convencido de que até o dia 14 haverá uma reviravolta na disputa em Maceió. ?Existem quatro candidaturas ilegais, e elas vão cair?. Caldas explicou que a Justiça Eleitoral tem uma cópia da carta aberta, endereçada à população, do senador Teotonio Vilela Filho (PSDB) assumindo a candidatura a prefeito numa convenção onde aparece, em fotografias, abraçado com o senador Renan Calheiros (PMDB), e com seu então candidato a vice, Regis Cavalcante (PPS). Depois, Téo Vilela desistiu. ?Portanto, nunca existiram, dentro do prazo legal das convenções, as candidaturas majoritárias de Regis Cavalcante e de José Wanderley?. Com relação à candidatura de Alberto Sextafeira, Caldas observou que o candidato administrou a cidade por 40 dias, quando a prefeita Kátia Born se afastou para tratamento de saúde. O vice não se afastou do cargo, a seis meses das eleições, como determina a lei da desincompatibilização de cargos públicos para quem é candidato majoritário, sem ser prefeito?. Caldas também apontou irregularidades na convenção do PDT, com relação às alianças partidárias. ?A Justiça Eleitoral está munida de farta documentação?. Entre os documentos, recortes de jornais e fotografias das convenções há ainda uma fita de vídeo do primeiro debate entre os candidatos a prefeito, revelou Caldas. Os candidatos do PMN e do PSTU também movem ações semelhantes às do PL. Porém, o candidato Ricardo Barbosa (PSTU) alertou: ?Os sete candidatos servem aos projetos políticos do governador Ronaldo Lessa e dos senadores Renan Calheiros e Teotonio Vilela?. Segundo Ricardo Barbosa, ?os sete candidatos são farinha do mesmo saco e estiveram ou indicaram aliados para cargos do governador Ronaldo Lessa?. A juíza da 3a Zona Eleitoral e responsável pelo registro e homologação de candidaturas, Nelma Padilha, confirmou que está analisando ações de impugnação das candidaturas de Sextafeira, Cícero Almeida, Regis Cavalcante e José Wanderley. Sobre as candidaturas majoritárias que apareceram após a data das convenções, disse apenas que ?como hoje não temos mais a figura do observador e do fiscal das convenções, que inclusive assinavam as atas, hoje qualquer juiz tem de se posicionar com muita cautela e levar em consideração as atas que os partidos enviam à Justiça Eleitoral e as decisões dos tribunais superiores?. A juíza não divulgou a data do julgamento das ações. Ela trabalha sozinha nos casos e quer concluir os julgamentos até o dia 14, no prazo do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Críticas O candidato Regis Cavalcante, que em 2000 chegou ao segundo turno, ironizou a administração socialista. ?Nos últimos anos da administração de Kátia Feira e Sexta Born [os nomes corretos são Kátia Born e Sextafeira] não tivemos nenhum projeto de desenvolvimento. Falta planejamento e programa de governo?. Já o candidato José Djalma (PRT) prefere ficar distante da polêmica. Sua campanha é feita numa bicicleta de som. Ao ser questionado sobre o que acha da eleição de Maceió, não vacilou: ?É um balaio de gatos?.

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