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Candidatos saem da retranca e levar�o ataques � televis�o

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ARNALDO FERREIRA Os oito candidatos a prefeito de Maceió saem da retranca. Faltando nove dias para a campanha eleitoral chegar ao rádio e à TV, por meio da propaganda obrigatória gratuita, eles partem para o ataque frontal. O candidato do PDT, deputado Cícero Almeida; o candidato governista, Alberto Sextafeira (PSB); o cardiologista José Wanderley Neto (PMDB), e o pastor Ildo Rafael (PMN) se atacam mutuamente. Em comum, os oitos candidatos apostam todas as fichas de seus projetos no horário político eleitoral que começa no dia 17. Eles vão aparecer como políticos bem-sucedidos, prometem apresentar projetos de governo e expor a fragilidade dos adversários. Alvo preferido O deputado Cícero Almeida hoje é o alvo preferido. Seus adversários garantem que ele, além de não estar preparado para administrar a capital alagoana, surgiu na política atrelando a sua atividade de radialista e repórter policial em programas sensacionalistas em emissoras de rádio e TV. Também asseguram que, se Almeida conseguir se eleger, o projeto político seria comandando pelo deputado federal João Lyra (PTB), que desistiu de sua própria candidatura a prefeito para indicar a filha, Lourdinha Lyra, como vice na chapa de Almeida. Em tom jocoso, o candidato é chamado pelos adversários de ?Cícero Lyra?, e o acusam de ser manipulado pelo usineiro. Almeida já sabe que se transformou na bola da vez. ?Sou atacado por todos os adversários. Eles não admitem que uma pessoa do povo, simples, lidere as pesquisas. Vou vencer o pleito?, acredita. Dono do maior tempo da propaganda eleitoral ? 8 minutos e 24 segundos, à tarde e à noite ? Almeida revelou que no primeiro programa eleitoral vai contar a história de sua vida. ?Os eleitores vão ver a trajetória do menino pobre do interior, que veio para a capital e se elegeu vereador, deputado estadual e agora é candidato a prefeito?, promete. Sobre a acusação de que a prefeitura será controlada pelo deputado João Lyra, reagiu: ?A partir do dia primeiro de janeiro de 2005, o prefeito será o deputado Cícero Almeida. Claro que a minha equipe técnica será formada com os partidos que apóiam o projeto?. Avisou, ainda, que os ataques sem provas serão encaminhados à Justiça. Para sair da defensiva, Almeida atacou a candidatura de José Wanderley e a administração da prefeita Kátia Born (PSB), ?madrinha? da candidatura de Sextafeira. O candidato disse dispor de uma pesquisa sobre os indicadores sociais da capital. ?A nossa realidade social é caótica. Maceió está há oito anos mal administrada e o povo hoje quer mudanças?, diz Cícero Almeida. Com relação à prefeita e aos outros adversários, questionou: ?O que a prefeita e os outros candidatos fizeram nos últimos oito anos? Eles têm de responder isso à população?. O candidato do PDT também reagiu às opiniões sobre sua atividade de radialista e repórter policial. ?Os meus adversários não podem confundir nem comparar o meu trabalho de repórter com a função de um administrador público. A sociedade me conhece e já deu demonstração de que sabe distinguir a minha vida política da atividade profissional?. Sextafeira ?Não tenho vergonha de ser governo. Muito pelo contrário. Tenho orgulho?, disse o candidato Alberto Sextafeira ? e partiu para o ataque com sutileza. ?A administração socialista acabou com o fantasma da corrupção na administração pública, paga salários em dia e acabou com o monitoramento do poder econômico na gestão pública?. Com relação às pesquisas que o colocariam numa situação bem inferior ao primeiro colocado, não levou em consideração. ?Quero ver o candidato do PDT aparecer nos debates?. Ao criticar a candidatura do médico José Wanderley, Sextafeira disse que o adversário já foi secretário de Saúde. ?Vamos analisar a passagem dele pela pasta da Saúde e como era a administração do governo a que ele servia?, salientou. Wanderley foi secretário de Saúde do governo Divaldo Suruagy e Manoel Gomes de Barros. Suruagy renunciou ao cargo em 1997, numa das piores crises políticas pelas quais o Estado já passou. Comparações O candidato José Wanderley avaliou que ?se Maceió está satisfeita com a situação em que vive hoje, deve votar no vice-prefeito; se quer uma política de assistencialismo, tem pelo menos três candidatos a escolher. Já a candidatura do PPS, não vejo viabilidade eleitoral?. Ao demonstrar a diferença do seu projeto em relação aos outros, frisou: ?Minha candidatura não tem a manha dos políticos tradicionais. Representa a lógica do planejamento estratégico. Temos de mudar tudo na prefeitura. É preciso estimular o desenvolvimento e dar vida à máquina administrativa?. Wanderley afirma que o atual modelo administrativo ?é muito ruim e leva a cidade a ter uma das piores qualidades de vida no país?. Ele considerou, também, que os ricos, a classe média e os pobres estão insatisfeitos e ?a cidade está cada vez mais inviabilizada?. Descrédito O candidato Ildo Rafael acusou a prefeita de se ?acomodar? e deixar a cidade ?entregue à própria sorte?.

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