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PROCISSÃO DE CORPUS CHRISTI REÚNE MILHARES DE FIÉIS EM MACEIÓ

Multidão seguiu da Catedral até a Praça do Centenário; Rua do Sol foi enfeitada com tapetes de serragem com imagens religiosas

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Maceió, 16 de junho de 2022

Procissão de Corpus Christi, nas Ruas de Maceió. Alagoas - Brasil.

Foto:@Ailton Cruz
Maceió, 16 de junho de 2022 Procissão de Corpus Christi, nas Ruas de Maceió. Alagoas - Brasil. Foto:@Ailton Cruz -

Para os que têm fé, as nuvens carregadas no céu de Maceió, nessa quinta-feira (16), sem que caísse uma única gota de chuva, eram um sinal do cuidado divino para com as dezenas de tapetes de pó de serra estendidos na Rua do Sol, no Centro de Maceió, em celebração a Corpus Christi. Caso chovesse, todo o trabalho dos fiéis seria desfeito pela chuva. Como programado, a tradicional procissão saiu da Catedral Metropolitana de Maceió às 16h, quando o arcebispo metropolitano, Dom Antônio Fernandes, desceu as ladeiras da igreja com a Eucaristia erguida. Atrás do carro que levava o andor estavam milhares de fiéis, cada um por um motivo diferente. Eles cantavam, rezavam, choravam. Cada um demonstra seu sentimento de forma peculiar. A idosa Elza de Alcântara, de 73 anos, era uma das fiéis que estavam atrás do carro com andor. Descalça, ela contou que estava pagando uma promessa feita há 38 anos, quando sofria de fortes dores pelo corpo, que só cessaram após a promessa. Ela mora no bairro de Bebedouro, em Maceió, e diz que nunca deixa de ir para a procissão.

Zenaide Laurentino, de 74 anos, é do Tabuleiro do Martins e conta que veio somente para agradecer. “Agradecer pelo fim da pandemia, porque estamos vivos. Por poder estar aqui de novo”, resume. Ela conta que chegou na Catedral e não pode entrar porque estava lotada, mas esperou mais um pouco e conseguiu entrar. Ela disse que participa da procissão desde o ano de 1973. A primeira parada da procissão foi na Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, onde Dom Antônio Muniz Fernandes proferiu uma bênção. Em seguida, os fiéis seguiram até a Igreja Bom Jesus dos Martírios, onde o arcebispo ressaltou a obra de restauração da igreja, que inclusive tocou o sino pela primeira vez desde o começo da obra. Dom Antônio também proferiu bênção para a igreja. A procissão se encerrou na Praça do Centenário, no bairro do Farol. A procissão de Corpus Christi é conhecida pelos tradicionais tapetes que os fiéis fazem. Em Maceió, eles foram estendidos pela rua do Sol, no Centro. Poucos minutos antes da procissão os jovens davam os últimos retoques nos tapetes. Imagens de santos, mensagens, os tapetes expressavam a fé de cada grupo. A funcionária pública Letícia Garcez explica que “diferente das demais procissões quando os católicos prestam homenagens e declaram a devoção a um dos santos, que foram pessoas que trilharam pelo caminho de Jesus e são exemplos, nesta procissão os fiéis demonstram uma verdadeira adoração ao próprio Cristo”. “Jesus Eucarístico vai à frente reforçando que ele é o caminho, a verdade e a vida. Sem a Eucaristia, a Igreja não existe. E sair com Ela pelas ruas é também declarar que a fé é viva e se renova a cada dia”, relata. Dom Antônio Muniz Fernandes, arcebispo metropolitano, tem recordado constantemente que devido ao tempo pandêmico, a Igreja continua com os cuidados, pois a vida vem em primeiro lugar. Portanto, recomendou o uso de máscara especialmente aos que possuem comorbidades.

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