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C�cero Ferro acusa ju�za de ter interesses pol�ticos

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MARCOS RODRIGUES ?Não sou bandido?. Foi o que disse, ontem, o deputado Cícero Ferro (PMDB), durante pronunciamento na Assembléia Legislativa (ALE), em que rebateu declarações da juíza de Minador do Negrão, Iva Bernadete. Ele disse ser ?vítima de perseguição? da magistrada, que, segundo o parlamentar, apoiaria seus adversários políticos. A magistrada revelou à GAZETA, no último domingo, que na cidade de Minador tem identificado a circulação ostensiva de homens armados. Em reunião na semana passada, no Tribunal Regional Eleitoral (TRE), a juíza falou diretamente do deputado Cícero Ferro, segundo consta de ata do tribunal. Segundo Cícero Ferro, os homens que andam armados ao seu lado são ?policiais destacados? pelo Comando da Polícia Militar, a pedido da Secretaria de Defesa Social. ?Depois do atentado contra minha vida, passei a tomar esses cuidados. Mas os homens são policiais e não capangas, como quis insinuar a juíza. Ela não tem o direito de dizer que ando com bandidos?, disse Ferro. O parlamentar completou dizendo que vem ?sofrendo ataques pessoais? por parte da juíza, ?por causa de envolvimento dela com o grupo de oposição da cidade?. ?Ela [a juíza] tem a sua tendência política em Minador. Além disso, protege os bandidos que atentaram contra minha vida. A melhor prova disso é que até hoje não mandou quebrar o sigilo telefônico de um dos envolvidos?, afirmou o deputado. Ferro se disse ?surpreso? com o fato de o clima de tensão na cidade de Minador ?envolver um candidato do PSB?, referindo-se ao candidato oposicionista Emílio Barros. Na mesma linha de ataque, Cícero Ferro insinuou que a juíza estaria ?forjando? situações de ameaça para ?criar um clima de insegurança? e beneficiar seus adversários. ?Acho que isso tudo faz parte da estratégia. Acho, inclusive, que ela [a juíza] pode ter mandado alguém ligar para o fórum para falar em ameaças de bomba?, disse Ferro, avisando que foi ao TRE e ao Tribunal de Justiça (TJ) pedir para que a juíza ?exerça sua função?. O deputado Antônio Albuquerque (PL) apoiou o pronunciamento de Cícero Ferro e criticou a imprensa. Ele defendeu uma ?resposta? da Assembléia Legislativa ao que considerou um ?ataque ao Poder Legislativo?. Além de apoiar Ferro, Albuquerque desafiou ?qualquer um? a comprovar que há clima tenso em Limoeiro de Anadia, seu reduto eleitoral. ?Nós fazemos política com o sentimento de cidadania. Acho um absurdo que a Justiça se mobilize para atender ao pedido de tropas federais partindo de coligações. Entendo que uma consulta aos juízes e promotores solucionaria?, disse Albuquerque. Sobre o fato de a juíza Iva Bernadete ter feito referências a um clima de tensão também no município sertanejo de Dois Riachos, Albuquerque disse que atua politicamente no município há dez anos ? ?e nunca adotei conduta violenta?. Quem também saiu em defesa de Cícero Ferro foi o deputado e candidato a prefeito de Maceió, Cícero Almeida (PDT). Ele considerou ?injustas? as críticas a Ferro. E aproveitou para dizer que também foi ?vítima de denúncias de um advogado que tentou atacá-lo politicamente por causa de um processo por danos morais?. O caso envolve o advogado Adriano Argolo, ex-diretor do presídio Baldomero Cavalcanti, que processou o hoje deputado, por ter sido citado numa de denúncia de envolvimento com o cartel de Medelin, na Colômbia. Cícero Almeida foi condenado pela Justi-ça a pagar uma indenização a Argolo. ?Sei o que senhor está passando porque já fui vítima e estou sabendo que querem ar-mar para mim com uns tais dos-siês?, disse Almeida a Cícero Ferro.

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