Política
SENADOR LAMENTA INDICADORES SOCIAIS NEGATIVOS DO ESTADO
Collor defende política “com menos cimento e mais sentimento” e destaca os investimentos feitos pelo governo federal em Alagoas
O senador Fernando Collor tem repetido que foi “guiado pelo destino” e pelas forças políticas que o cercam a participar da disputa eleitoral como candidato ao governo do Estado e demonstra também que vem acompanhando a gestão dos últimos sete anos do governo estadual. Lamentou, por exemplo, o fato de Alagoas ter o maior índice de analfabetos do Brasil e a saúde pública ainda estar distante dos mais pobres. “No campo da Saúde, somos o sexto Estado em piores condições de atendimento médico”,
Com base em dados do Conselho Federal de Medicina, o senador disse que “em Alagoas existem 1,42 médico para 100 mil habitantes, enquanto Brasília tem 5,6 médicos por 100 mil habitantes. “O resultado disso é que em Brasília temos um atendimento médico muito bom, mais médicos para atender a população. Enquanto aqui precisa de uma política de Estado para a saúde, com menos cimento e mais sentimento”.
Ele lembrou ainda os questionamentos feitos pelos parlamentares com relação à qualidade das obras de infraestrutura e que algumas foram destruídas pelas chuvas. Destacou o socorro do governo federal que enviou R$ 20 milhões para socorro emergencial neste período de chuva intensa. “Neste período, vários ministros atenderam ao nosso pedido e estiveram em Alagoas. No início da chuva, a Defesa Civil Nacional esteve aqui. Visitei alguns prefeitos, dentre eles o prefeito de Maceió JHC (PSB) e me coloquei à disposição dele no sentido de buscar mais recursos para a capital. O prefeito nos disse que estava tudo em ordem”.
Com relação aos índices sociais negativos, o senador afirma que Alagoas não pode crescer, se desenvolver como todos esperam com índices sociais que envergonham. “O que adianta a gente ter hospital que não atendem adequadamente aqueles que mais precisam?”.
AGRICULTURA
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Outro setor penalizado nos últimos sete anos foi a agricultura familiar. Mais de 150 mil agricultores familiares tentam vender a produção de alimentos e leite para o programa nacional de Merenda Escolar como manda a lei e o Estado não compra. Sem falar a falta de sementes ou quando a semente apareceu foi distribuída fora da época plantio. Em 2015, a Secretaria de Estado de Agricultura propagandeava que seria um dos maiores Bancos de Sementes do Nordeste e definitivamente isso não se concretizou. “Isto foi uma falta grave”, disse Collor. Por outro lado, a maioria dos candidatos em discurso de campanha coloca a Agricultura como uma das prioridades da gestão. Ao ser questionado sobre o assunto o senador assegurou que o setor será um das prioridades da gestão. “Quando eu falo o que eu vou fazer é só as pessoas buscarem retrospectiva da minha trajetória política e aí verão como agi quando fui governador de Alagoas (1985/87). Em momento nenhum, quando governador, faltaram sementes para o agricultor produzir dentro do período e de safra. Foi assim também antes de eu ser governador, quando fui deputado federal (1982/85)”. Ele citou como testemunha o produtor conhecido como Chico da Capial [Cooperativa Agroindustrial de Arapiraca], que acompanhou as ações em favor dos plantadores de fumo do agreste alagoano. Lembrou também as conquistas para trabalhadores rurais, principalmente como os da agroindústria canavieira, que passaram a ser transportados em ônibus, contaram com instalações de tendas para que pudessem se alimentar no campo numa área coberta. “Também como presidente atendi aos pleitos dos empresários do setor, alguns feitos por Manoel Gomes de Barros (ex-governador e membro da Associação dos Plantadores de Cana). Portanto, o grande, o pequeno agricultor e o trabalhador rural sempre foram contemplados em minhas ações em favor da agricultura alagoana”.
CANAL DO SERTÃO
Collor destacou que, na gestão dele como presidente da República, iniciou a construção do Canal do Sertão. A obra já consumiu mais de R$ 3,5 bilhões, dos 250 quilômetros previstos têm 50% concluídos e com água, mas sem nenhum projeto relevante para aproveitamento do rio artificial que corta o semiárido alagoano. Na visão do senador Collor, os principais objetivos do Canal do Sertão são levar água de boa qualidade para o pequeno produtor, para irrigar as pequenas propriedades e garantir abastecimento animal e promover o desenvolvimento agroindustrial.