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COM FALTA DE INSUMOS E PROFISSIONAIS, SESAU QUER ZERAR FILA DE CIRURGIAS

Comissão da ALE vai cobrar da secretaria relatórios das estratégias montadas para atender a demanda reprimida e volume de gastos

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Imagem ilustrativa da imagem COM FALTA DE INSUMOS E PROFISSIONAIS, SESAU QUER ZERAR FILA DE CIRURGIAS
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A herança deixada pelo governo anterior na Saúde Pública do Estado penaliza os mais pobres que há mais de sete anos esperam na fila dos exames e cirurgias eletivas. Segundo os profissionais de Saúde e parlamentares, o “caos” pode ser identificado pelas filas de 50 mil cirurgias eletivas, mais de 700 mil exames, falta de medicamentos na farmácia central, de insumos básicos nas Unidades de Pronto Atendimento e nos hospitais públicos. Agora, a nova gestão da Secretaria de Estado da Saúde anuncia um programa de cirurgias e exames regionais para minimizar a demanda reprimida até dezembro. Os procedimentos vão ser realizados em hospitais públicos, filantrópicos e conveniados. Os novos hospitais sozinhos não têm condições de solucionar o problema que se arrasta desde 2015 e piorou a partir de 2020, com o agravamento da pandemia do coronavírus. A gestão passada do Executivo Estadual gastou mais de R$ 200 milhões (valor de 2020) na construção de hospitais e Unidades de Pronto Atendimento. Porém, não fez convênio com o Ministério da Saúde para manter leitos bancados pelo Sistema Único de Saúde. Por isso, as unidades já começam a sentir falta de insumos básicos, de profissionais concursados e improvisam com contratações temporárias.

As unidades de saúde, segundo os prefeitos, parlamentares, candidatos ao governo do Estado e profissionais de saúde, são necessários e fundamentais. Por enquanto, são mantidas com recursos da Sesau, que, este ano tem a maior fatia do orçamento estadual [de R$ 12, 6] bilhões, ou seja, R$ 1.680,224.999,00 para manter toda a estrutura até o dia 31 de dezembro. Esse montante será insuficiente para o próximo ano. As novas unidades de saúde, apesar de entregues, ainda carecem de planejamento, precisam ser credenciadas pela rede federal de saúde para não enfrentar falta de recursos e o drama enfrentado pelo Hospital Geral do Estado. Alguns deles precisam concluir obras de acabamento, instalação de equipamentos, insumos e medicamentos, revelaram fontes dos hospitais e confirmaram deputados estaduais. Contudo, todos podem atuar nessa tentativa de reduzir a demanda reprimida de cirurgias eletivas e exames, mas dificilmente será possível zerar a fila como imagina a gestão atual.

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