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BUROCRACIA DIFICULTA ATENDIMENTOS A PACIENTES EM CASOS DE URGÊNCIA

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Outro problema que tem infernizado a vida de centenas de doentes que precisam das unidades públicas de saúde é a estratégia burocrática de regulação de pacientes de urgência e emergência. O resultado é a rotineira superlotação do Hospital Geral do Estado. Os tristes exemplos se multiplicam. Na capital, por exemplo, uma motorista de aplicativo baleada na localidade Cachoeira do Meirim e seis baleados numa festa do Benedito Bentes, mesmo estando próximos do Hospital Metropolitano, foram levados para o HGE depois de esperaram mais de três por ambulâncias. As vítimas sobreviveram, mas os parentes reclamam da lentidão no atendimento e não conseguem entender como foram socorridos no HGE, quando estavam praticamente na porta de um hospital novo e recém-inaugurado. Além disso, a saúde pública estadual ainda enfrenta inquéritos dos órgãos ferais e estaduais de fiscalização e controle que investigam o pagamento antecipado, em 2020, de R$ 5 milhões pela aquisição de 32 respiradores para pacientes contaminados pelo coronavírus. Os equipamentos nunca foram entregues, continuam sem previsão de chegar a Alagoas. Há também as investigações das remunerações de até R$ 70 mil por plantões fantasmas a um seleto grupo de servidores. O novo secretário de Saúde do Estado, médico Gustavo Pontes de Miranda, mandou cortar esses pagamentos milionários e, através de assessores, afirmou a disposição para tentar “zerar” a fila das cirurgias e dos exames dos pacientes com a estratégia de “maratonas” de procedimentos regionais.

Alguns parlamentares classificam a “maratona” da Sesau como uma estratégia eleitoreira e com objetivo político de minimizar a “herança caótica” deixada pela gestão anterior na Saúde. Na próxima quarta-feira, a Comissão de Saúde, presidida pelo deputado governista Léo Loureiro (MDB) estará numa reunião na pasta da Saúde estadual para avaliar as cirurgias que começam nesta segunda- feira (27), com 693 procedimentos cirúrgicos nos hospitais dos municípios de Santana do Ipanema e Delmiro Gouveia.

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