loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quinta-feira, 30/07/2026 | Ano | Nº 6278
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Política

Política

AUXÍLIO BRASIL TEM EFEITO MULTIPLICADOR NA ECONOMIA DOS MUNICÍPIOS

Segundo estudo da UFPE, em Maceió, benefício tem impacto de 1,4%, sendo o oitavo maior valor entre as capitais de todo o País

Ouvir
Compartilhar
Imagem ilustrativa da imagem AUXÍLIO BRASIL TEM EFEITO MULTIPLICADOR NA ECONOMIA DOS MUNICÍPIOS
-

Pago pelo governo federal, o Auxílio Brasil tem um efeito “pulverizador e multiplicador” na economia dos municípios alagoanos. Esta é a conclusão de um estudo do professor titular de economia da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Ecio Costa. Ele explica que como as famílias gastam o dinheiro em várias frentes, com uma parcela um pouco maior em alimentos e materiais de construção, isso termina movimentando a economia em todos os segmentos. De acordo com o economista Ecio Costa, o Auxílio Brasil tem um impacto significativo por ser um programa de transferência de renda direta para a população, sem nenhuma contrapartida que possa atrapalhar a chegada dos recursos na ponta. O mesmo estudo mostra que o pagamento do Auxílio Brasil representa 3,51% do Produto Interno Bruto (PIB) de Alagoas. Em Maceió, capital alagoana, o Auxílio tem impacto de 1,4%, sendo o oitavo maior resultado do País. Segundo o estudo, o impacto do Auxílio Brasil pode passar de 30% do Produto Interno Bruto (PIB) nos municípios. Entre as 100 cidades com maior impacto do benefício nas economias municipais, 96 estão no Nordeste, três no Norte e uma no Sudeste. Maravilha, no Sertão de Alagoas, é a 14° cidade do Brasil com maior impacto do Auxílio no PIB. Por lá, o programa federal representa 18,17% do PIB. Canapi, em Alagoas, teve o segundo maior impacto em Alagoas (15,78%). Ouro Branco aparece em terceiro lugar, com 15,56%. No município de Serrano do Maranhão (MA), o efeito do Auxílio Brasil no PIB é o mais significativo: quase 34%. Dos 10 municípios com o maior impacto do benefício no PIB, sete estão no Maranhão. Ainda segundo o levantamento, o Auxílio Brasil equivale a 10% ou mais do PIB para 648 cidades brasileiras – 597 delas no Nordeste.

MENORES IMPACTOS

Já entre os 100 municípios com os menores impactos do benefício (entre 0,01% e 0,1% do PIB), 81 são na região Sul - 54 no Rio Grande do Sul, 26 em Santa Catarina e um no Paraná. Os demais estão no Sudeste (17), Centro-Oeste (1) e Nordeste (1). Os 10 municípios com os menores impactos do Auxílio Brasil no PIB são, pela ordem: Pomerode (SC), Nova Roma do Sul, Carlos Barbosa, Fagundes Varela, Aratiba, Picada Café, Três Arroios, Westfália (todos no RS), Iracemápolis (SP) e Vila Flores (RS). Pelas projeções do economista Ecio Costa, o impacto médio do Auxílio Brasil deve ser de 1,04% do PIB nacional em 2022. Nos estados, os maiores impactos são no Maranhão e Piauí, acima de 4%. Dos 10 estados com os maiores efeitos, oito estão no Nordeste - apenas o Rio Grande do Norte ficou de fora. Entraram ainda Acre e Pará, no Norte do país. “O percentual vai ser maior justamente onde você tem provavelmente o maior número de beneficiários em relação ao tamanho do município e da economia. Em geral, os municípios mais pobres têm uma necessidade maior de auxílio porque têm uma população mais pobre”, explica Costa. O economista usou dados do PIB de 2019 dos municípios (último levantamento disponível dentro das estatísticas do IBGE) e depois inflacionou para 2020 e 2021. Com relação aos dados do Auxilio Brasil, ele usou os dados disponíveis no Ministério da Cidadania, de janeiro a maio, e, então, projetou o valor para os meses de junho a dezembro.

Relacionadas