Política
Observadores ajudam a fiscalizar com�cios
MARCOS RODRIGUES O juiz da Comarca de São José da Laje, que inclui o município de Ibategua-ra, José Braga Neto, vem contan-do com a ajuda de sete observa-dores eleitorais para coibir comícios ?violentos? nos dois municípios. Foi com base nesse trabalho que ele interrompeu dois comícios na Laje, no último fim de semana. Ontem, por telefone, ele detalhou como atuam os observadores eleitorais. Ao todo, o juiz conta com sete ?fiscais?, sendo quatro em Ibateguara e três em São José da Laje. ?São pessoas de nossa confiança e que já nos auxiliam no dia-a-dia do trabalho, no Juizado. São oficiais de Justiça ou mesmo serventuários?, disse o juiz. Indagado sobre a imparcialidade dos observadores, que são oriundos dos respectivos municípios, o juiz disse que cabe a eles apenas a coleta de provas. ?O julgamento contra os candidatos ou coligações é de minha responsabilidade. Eles, na verdade, têm a função de coletar provas gravadas contendo as agressões. De posse desse material, imediatamente, dou um despacho, ainda enquanto o problema está acontecendo?, explicou o juiz. Violência O magistrado disse, ainda, que a ação dos observadores só ocorre mediante sua autorização e tem como único objetivo evitar atos violentos. O trabalho de monitoramento aconteceu nas eleições de 2000 e 2002 e vem sendo usado por outros magistrados, principalmente os que são responsáveis por mais de um município no pleito. ?Esse trabalho foi aplicado nas eleições passadas e deu certo porque ajudou a coibir a violência e os ataques pessoais. Sigo o que diz a legislação. O comício serve para apresentação de propostas e projetos. Os políticos têm de dizer o que vão fazer pelo povo mas, em muitos casos, optam pelas agressões sem direito a defesa?, disse Braga. Para o magistrado, suas ações para coibir comícios que contenham agressões ainda não foram assimiladas por muitos políticos. Segundo ele, os candidatos no interior vêm se posicionando dentro da lei, mas alguns convidados ?só fazem ataques pessoais?. Diante deste quadro, o magistrado reafirmou o seu posicionamento de monitorar os comícios em São José da Laje e Ibateguara.