Política
AL JÁ REGISTROU ESTE ANO MAIS DE 1.600 CRIANÇAS SEM O NOME DO PAI
Percentual é maior nas pequenas cidades do interior; Campo Alegre tem maior contingente
Mais de 7% dos nascimentos registrados nos cartórios de Alagoas entre janeiro e julho deste ano não trazem o nome do pai no documento e os pequenos municípios do interior são os que apresentam, historicamente, os maiores índices de pais ausentes. Os dados constam no Portal da Transparência da Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen) Brasil. Em 2022, até essa sexta-feira (7), houve 22.097 nascimentos oficializados, dos quais 1.684 não trazem os nomes da figura paterna.
De acordo com o portal, entre 2016 e 2022, foram 324.767 registros de nascimento emitidos. Desses, 17.941 constam como pais ausentes. Nestes quase seis anos, o município de Campo Alegre foi o que apresentou o maior percentual de emissão de documentos nos cartórios com essa peculiaridade. Foram 2.587 registros, com 307 genitores ausentes, um percentual de 12%.
Neste mesmo período, os municípios de Pindoba (11%), Teotônio Vilela (11%), Cajueiro (10%) e Barra de Santo Antônio (10%) também se destacaram pelos altos índice de registros de filhos sem pais.
O cenário torna-se ainda pior quando selecionamos os dados ano a ano. Em 2020, por exemplo, o percentual chegou a 15% em Campo Alegre (com 415 nascimentos, dos quais 61 não trazem o nome do pai). Jacuípe também apresentou o mesmo percentual de 15% (com 11 registros sem o pai do total de 75), seguido de Cajueiro (14%) e Teotônio Vilela (13%).
No contraponto, em 2020, dez municípios não apresentaram nenhum registro sem o nome da figura paterna. Foram eles: Batalha, Belo Monte, Dois Riachos, Jaramataia, Major Isidoro, Minador do Negrão, Novo Lino, Olho D’Água Grande e Palestina. O percentual também foi baixo em Porto de Pedras (1%), Santana do Mundaú (1%), Tanque D’arca (2%), Jundiá (2%), Pão de Açúcar (2%) e Capela (2%).
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Em plena pandemia, o ano de 2021 foi o que apresentou os maiores índices de registros de nascimento sem pais em Alagoas. Em Campo Alegre, o percentual chegou a 19% entre os meses de janeiro e dezembro. No município, foram 375 nascimentos no período, dos quais 73 não tiveram constado o nome do genitor. Em todo o Estado, foram 47.710 certidões emitidas, das quais 3.509 não trouxeram os nomes dos pais. Em Feliz Deserto, o percentual também foi alto em 2021, com 11 ausências, em meio a 61 nascimentos. Um percentual de 18%. Em Teotônio Vilela, foram 106 dos 612 registros, um total de 17%. Já neste ano de 2022, de janeiro a 8 de julho, o município de Coité do Noia é o que apresenta o maior percentual de filhos sem pai na certidão de nascimento, um total de 19% (de 26 registros, 5 não tiveram os nomes dos pais revelados). Os Índices em Jacuípe (17%), Maravilha (16%), Senador Rui Palmeira (16%) e na Barra de Santo Antônio (15%) também foram altos no período. Em Maceió, ele foi de 6% - 441 casos entre os 7.451 registros. Já nas cidades de Dois Riachos, Olivença, São Brás e Tanque D’arca não apresentaram nenhum registro sem os nomes dos pais.
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