Política
Sucess�o de 2004 complica acordos pol�ticos para 2006
MARCOS RODRIGUES O retorno do Partido dos Trabalhadores (PT) para os corredores do Palácio Floriano Peixoto e para a Prefeitura de Maceió resolveu o problema da candidatura governista de Alberto Sextafeira (PSB-PT), que até a última hora não tinha um aliado de peso para a sucessão da prefeita Kátia Born (PSB). Mas se, de alguma forma, resolveu o quadro para 2004, criou novos cenários e atrapalhou acordos firmados para a eleição de governador em 2006. Tudo porque PMDB e PSDB, ambos ex-governistas, já haviam ?costurado? compromissos com o governador Ronaldo Lessa. Segundo o que já foi revelado, Lessa disputará o Senado, e Renan Calheiros (PMDB), deixa Brasília para ser candidato ao governo estadual. Até antes da inscrição das chapas municipais era esse o combinado. O senador Teotonio Vilela continuaria no Senado e também trabalharia para a eleição de Lessa. Só que o próprio tucano começou a complicar a sucessão. Por causa de sua posição em não apoiar o candidato do PSB, ele acabou com a aliança política (PMDB, PSB e PSDB), que garantira a reeleição de Ronaldo Lessa em 2002. Dessa ruptura, nasceu a candidatura do médico José Wanderley, depois que o próprio declarou que Téo não tinha coração para uma disputa municipal. Aliados Com a saída dos peemedebistas e tucanos, os novos aliados petistas só aceitaram a composição se o projeto, além de incluir o apoio a Sextafeira, for até 2006. Mesmo com esse contexto, Lessa garante que o ?combinado? com o PMDB está de pé. Só que em 2006 também acontecem eleições para presidente da República, e o PMDB, que está junto com o PSDB, pode lançar candidaturas próprias. Como Lessa é uma das lideranças entre os governadores que apóiam o governo Lula, ele terá o compromisso de manter o novo acordo com o PT. Quando indagado sobre esse assunto, ele desconversa e diz que ?importante é a manutenção do projeto socialista?. Ainda assim, no início da campanha deste ano, ele demonstrou ?respeito? ao candidato do PMDB e chegou a ser acusado de não defender a campanha de Sextafeira. ?A imprensa já chegou a cogitar isso, mas estou empenhado nesse processo, com o meu estilo?, garante. Petistas O detalhe é que dentro do PT as atenções também começam a se voltar para 2006. Fontes do partido consideram natural que depois do apoio em 2004 os petistas é que poderiam ser apoiados. Ou seja, encabeçar uma chapa majoritária, tendo como vice um nome do PSB. Até o momento, entre os socialistas surgem como opções o vice-governador Luís Abílio, a prefeita Kátia Born e até o presidente da Assembléia Legislativa, Celso Luiz.