Política
Pol�cia admite falta de pessoal para a elei��o
ODILON RIOS A pouco mais de um mês das eleições, o Comando da Polícia Militar e a Secretaria de Defesa Social admitem que o número de policiais é pequeno para todo o Estado. Para atender à demanda dos pedidos que chegam dos juízes eleitorais, a estratégia montada é fiscalizar pontos específicos, como locais de votação e comícios. ?Em decorrência do pequeno efetivo da Polícia Militar, alguns municípios têm um número de policiais pequeno?, admitiu o comandante da Polícia Militar, coronel Edmilson Cavalcante. Ele disse que a PM pode deslocar reforços para as cidades mais próximas, ou ainda mandar homens da capital para fazer a segurança em dias de comícios ou carreatas em cidades do interior. A Secretaria de Defesa Social também admite que o número de policiais civis ?não é o ideal?, como disse o secretário Robervaldo Davino, mas que o contingente tem conseguido conter a violência no período pré-eleitoral. ?Não podemos dobrar o número de homens, como os juízes eleitorais querem?, disse o secretário. Ele garantiu ter combatido focos de tensão nos municípios de São Luiz do Quitunde, Chã Preta, São José da Laje, Jundiá e Ibateguara. São Luiz e Chã Preta podem receber tropas federais, se o pedido for aprovado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Se a polícia garante que o número de policiais, apesar de pequeno, atende às expectativas das eleições, a palavra dos magistrados no interior alagoano é bem diferente. A 51ª Zona Eleitoral, que pediu tropas federais para os três municípios da zona (Carneiros, São José da Tapera e Senador Rui Palmeira), já relata, em processo enviado ao TRE, que o choque eleitoral entre candidatos preocupa o juiz eleitoral Otávio Leão Praxedes. No dia 7 de agosto, diz o documento, um comício em Senador Rui Palmeira quase acabou em confusão, devido à ação de três policiais que faziam a segurança no dia do comício, com quase mil pessoas presentes. Em São Sebastião, existem 30 mil habitantes e os poucos policiais da cidade terão de cobrir 52 povoados, se não houver reforço da polícia no dia das eleições. Outras cidades do interior, como Igreja Nova e São Sebastião, que também terão os pedidos de tropas federais julgados esta semana pelo Tribunal Regional Eleitoral, não possuem, segundo os juízes eleitorais expuseram nos processos de pedidos de tropas federais, um número suficiente de homens para impedir a violência em comícios e carreatas dos candidatos a prefeito e vereador. Sem delegado O problema não afeta apenas as cidades onde os pedidos de tropas serão julgados esta semana. Em Batalha, há duas semanas não existia delegado, para uma cidade considerada ?barril de pólvora? pelo próprio juiz eleitoral Marcelo Tadeu. A cidade é a sede do cartório eleitoral e pode receber tropas federais, se o pedido for aprovado pelo TSE. ?Isso é uma vergonha?, disse o juiz Marcelo Tadeu, há duas semanas, à GAZETA, ao classificar a falta de delegado para a cidade. Além de Batalha, outros quatro municípios podem ter tropas federais nestas eleições: São Luiz do Quitunde, Flexeiras, Minador do Negrão e Chã Preta. Problemas Em pelo menos dois destes municípios (São Luiz do Quitunde e Chã Preta), os atritos aconteceram diretamente com os próprios candidatos a prefeito, o que preocupa a Justiça Eleitoral. Em São Luiz, Cícero Cavalcante, ex-prefeito de Matriz do Camaragibe, foi acusado de apontar uma arma para uma carreata de seu inimigo político João Cordeiro, que apóia Niviane Cordeiro, sua sobrinha, para a Prefeitura Municipal. Em Chã Preta, o prefeito Audálio Holanda entrou em conflito com parentes do deputado estadual Francisco Tenório (PPS), cuja esposa, Rita Tenório (PPS), é candidata a prefeita.