Política
TRE julga hoje tropas federais para mais cinco munic�pios
ODILON RIOS O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) decide hoje se mais cinco municípios alagoanos vão ou não ter tropas federais nestas eleições. Em São Sebastião, Igreja Nova, Carneiros, Senador Rui Palmeira e São José da Tapera, os juízes eleitorais reclamam de que o policiamento não vai garantir a segurança no dia da votação e a fiscalização em povoados pode ser prejudicada devido à extensão dos municípios, além da precária condição das estradas, de acordo com os magistrados das zonas eleitorais. ?Vamos analisar os argumentos dos juízes e decidir se esses municípios vão ou não receber tropas federais?, disse o desembargador Humberto Eustáquio Martins, relator dos processos. Segundo Martins, em todos os municípios que pediram tropas federais ao tribunal a situação ?é preocupante?. Para outras cinco cidades, o pedido de tropas federais já foi aceito pelo TRE, mas a decisão final será do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Em Batalha, São Luiz do Quitunde, Flexeiras, Minador do Negrão e Chã Preta, o relator do processo, Humberto Eustáquio, entendeu que a segurança pública não conseguiria, sozinha, fiscalizar as eleições. Pedidos Em reportagem publicada no último fim de semana, a GAZETA mostrou, por meio dos pedidos de tropas federais feitos pelos juízes, que o clima de tensão começa a ameaçar a segurança de comícios e passeatas. Em muitos casos, o número de policiais é mínimo para impedir que em um showmício, por exemplo, aconteça tumulto. A Secretaria Executiva de Defesa Social e o comando da Polícia Militar admitiram que o número de policiais em todo o Estado é pequeno, mas, segundo o secretário Robervaldo Davino, o quadro não chega a prejudicar as eleições. Davino também disse que não vai poder atender à solicitação de juízes eleitorais, que chegaram a pedir o dobro de policiais para cobrir as eleições, na tentativa de impedir o choque entre candidatos que, na maioria dos casos, disputam prefeituras do interior alagoano. Passo do Camaragibe O Tribunal Regional Eleitoral instalou procedimento administrativo pedindo a apuração da conduta do ex-delegado regional de Matriz do Camaragibe, Rubens Cerqueira Filho. O pedido foi feito pelo corregedor eleitoral substituto, Humberto Eustáquio. A decisão foi publicada no Diário Oficial do Estado de ontem. No procedimento, o juiz titular da 12ª Zona Eleitoral, que abrange a cidade de Passo do Camaragibe, Sóstenes Alex Costa de Andrade, afirma ?não ter a mínima condição de presidir as eleições naquele município tendo como delegado regional a sobredita autoridade policial [Rubens Cerqueira]?, atesta o juiz, no procedimento publicado no DOE. Segundo ele, o delegado estaria comprometido com candidatos da cidade de Passo, interferindo, de acordo com o procedimento, ?na condução do inquérito policial presidido pela ex-delegada municipal de Passo do Camaragibe, Maria Angelita Romero de Lucena?. O corregedor eleitoral, na leitura do processo enviado pelo juiz ao TRE, também entendeu que Cerqueira não só tinha amizade com políticos da região, como buscou impedir a investigação de casos que, supostamente, beneficiariam esses mesmos políticos. O delegado foi afastado da regional e transferido para Viçosa, mas, mesmo assim, responde a processo na Corregedoria da Polícia Civil. Se condenado, pode perder o cargo. Clima político Em Passo do Camaragibe, quatro candidatos disputam a Prefeitura, mas a briga maior parece estar entre dois grupos políticos: o do ex-prefeito Cirydião Durval, hoje mais uma vez candidato à Prefeitura, e o da vice-prefeita Edvânia Farias, candidata agora a prefeita. A eleição também envolve o interesse de nomes fortes na política do Estado. O clima na cidade se torna ainda mais competitivo porque a vice-prefeita, Edvânia Farias (PP), rompeu politicamente com o prefeito Júnior Pequeno, que já foi afastado da Prefeitura, acusado de improbidade administrativa, mas acabou voltando ao cargo por determinação judicial. O juiz eleitoral de Passo do Camaragibe pediu o Exército na eleição, mas o TRE negou.