Política
Tasso volta a atacar Del�bio, tesoureiro do PT
Após gerar polêmica ao declarar que o projeto das Parcerias Público-Privadas (PPPs) serviria para ?roubalheira? do tesoureiro do PT, Delúbio Soares, o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) voltou a atacá-lo ontem e afirmou que não se sente responsável pelo clima tenso entre governo e oposição no Congresso, que estancou as votações esta semana. ?Antes eu usei a palavra roubalheira. Agora eu uso a palavra corrupção. Está em todos os jornais que o senhor Delúbio, a quem não conheço e não tenho o menor interesse em ofender, é o grande arrecadador do PT. Ele circula nos gabinetes das empresas, empreiteiras e do governo com a maior desenvoltura arrecadando. O projeto das PPPs, como está colocado, cria um ambiente propício para que o arrecadador do PT venha a obter recursos?, afirmou. O senador disse, também, que ainda não recebeu do Supremo Tribunal Federal (STF) notificação da interpelação feita contra ele, pelo Diretório Nacional do PT, pela declaração contra Delúbio. A interpelação é proposta pelo PT, representado pelo presidente da sigla, José Genoino, e por Delúbio Soares, atual secretário Nacional de Finanças e Planejamento. A ação requisita respostas do senador para questionamentos a respeito da veracidade da informação publicada pela imprensa no último dia 12. ?Na verdade, tenho feito acusações não eleitorais, mas sim sobre o conjunto de iniciativas que o governo vem tomando nos últimos dias para atropelar a manifestação de quem tem opinião e de quem faz oposição?, disse. Ele também reafirmou suas críticas ao projeto das PPPs. ?Disse e repito. Está se fazendo uma enorme pressão para votar o [projeto das] PPP do jeito que está. Sem discussões. Isto é estranho. Este é um bom projeto, mas deste jeito é caminho aberto para corrupção e para o desequilíbrio dos estados no futuro?. O projeto trata das regras para viabilizar investimentos conjuntos do setor produtivo e dos governos. Entre os pontos mais polêmicos está a garantia de prioridade no Orçamento aos pagamentos de obras e serviços tocados mediante parcerias - a chamada cláusula de precedência. A medida é defendida pelos fundos de pensão e pelas empreiteiras, potenciais parceiros nas PPPs. Articulação O governo agendaria uma reunião, entre ontem e hoje, com o ministro do Planejamento, Guido Mantega, para tratar do projeto das PPPs, segundo a líder petista no Senado, Ideli Salvatti (SC). Ela afirmou que o governo apresentará aos líderes partidários os resultados das experiências estaduais de implantação das PPPs, mais precisamente nos estados governados pelo PSDB (São Paulo, Goiás e Minas Gerais). A expectativa de Ideli Salvatti é conseguir, após a reunião de líderes com o ministro, um acordo para a apreciação do projeto na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) ainda amanhã.