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Press�es adiam vota��o de projeto da PM

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MARCOS RODRIGUES A votação do projeto que regulamenta promoções internas na estrutura da Polícia Militar (PM) de Alagoas ? que afastará de imediato quatro coronéis, colocando-os na reserva ? foi obstruída, ontem, ainda na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). O que deveria ser um dia histórico para a PM logo se transformou em frustração para os representantes de oficiais que aguardam promoção. Prevaleceu o poder de articulação dos ?futuros afastados?, os coronéis da ativa que conseguiram apoio dos deputados Antônio Albuquerque (PL), João Beltrão (PMDB) e Cícero Ferro (PMDB). Mesmo sendo da bancada governista, os três deputados não concordam com o texto original, que tem apoio do governador Ronaldo Lessa (PSB), de lideranças militares e do comandante-geral da PM, coronel Edmilson dos Santos. Albuquerque, Beltrão e Ferro não aceitam a possibilidade de afastamento dos coronéis. Segundo Albuquerque, o projeto ?pune os que estão na ativa, à disposição da PM, e isenta os que trabalham no Palácio do Governo?. ?Defendo uma emenda para que todos tenham o mesmo tratamento?, declarou Albuquerque. Minutos antes, ele havia declarado que a decisão do governador de afastar o secretário Francisco Carvalho (PSDB) da Secretaria de Ciência e Tecnologia não afetaria o seu apoio ao governo na ALE. Mas, quando as discussões começaram na CCJ, Albuquerque foi um dos que mais questionaram o conteúdo da matéria. Liderança A liderança do governo tentou contornar as discussões, mas elas se estenderam até depois que a reunião foi encerrada. Sérgio Toledo (PSB), queria argumentar a falta de quórum para a apreciação também na Comissão de Fiscalização e Controle (CFC), alegando a obstrução de Albuquerque, mas foi contestado por ele. ?Se você declarar isso, estará mentindo, porque não tenho tantos poderes assim?, contrapôs Albuquerque, aumentando o tom de voz. O clima tendia a ficar ainda mais tenso, mas o deputado Sérgio Toledo se retirou da sala, para evitar mais polêmica. Toledo ficou no recinto só para encaminhar a votação em plenário. O presidente da ALE, deputado Celso Luiz não compareceu ao plenário nem foi visto no Legislativo. À noite, sua assessoria informou que ele estava em seu gabinete, fazendo articulações por telefone para garantir a aprovação do projeto, na próxima terça-feira (31).

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