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Advogados faturam alto na briga pelo voto

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ODILON RIOS Os candidatos a prefeito em Maceió começam a entrar em guerra na Justiça Eleitoral pedindo direitos de resposta ou a suspensão de programas eleitorais dos adversários. Por trás dos partidos políticos está a movimentação dos escritórios eleitorais, pagos a ?peso de ouro? para defender seus clientes ou acusar os adversários. Eles podem levar à Justiça Eleitoral uma montanha de pedidos de liminares. Um dos escritórios mais requisitados é o do advogado Marcelo Brabo Magalhães, com uma estrutura de 20 advogados, que trabalham em 31 municípios, a maioria defendendo candidatos majoritários. Magalhães defende na capital o candidato Cícero Almeida (PDT). O escritório é voltado, especificamente, ao setor eleitoral. O escritório já acumula 120 ações contra ou a favor de outros candidatos, com 60 pedidos de direito de resposta. Só com Cícero Almeida, existem 60 ações. Destas, cinqüenta pedem direitos de resposta a meios de comunicação. ?Apesar de ser um bom negócio trabalhar com Direito Eleitoral, essa área é muito sazonal?, explicou o advogado, lembrando que essa linha do Direito só movimenta mais dinheiro nos anos eleitorais. ?Só que o mercado hoje é o mesmo que há quatro anos, ou seja, cobramos o mesmo preço?, avaliou o advogado, que não revela valores, mas diz que os critérios para a definição dos preços são a distância do município, o tamanho da população da cidade ou o currículo dos candidatos. ?Uma eleição que, por exemplo, envolvesse grandes nomes da política alagoana sairia mais cara?, completou. Governistas Os candidatos apoiados pelo governo amparam suas ações de ataques ou defesa na Justiça no escritório do advogado Adriano Soares, que recentemente defendeu ações do governador Ronaldo Lessa (PSB). Soares representa, na Justiça, o candidato Alberto Sextafeira (PSB). O escritório tem três advogados especialistas na área eleitoral, mais um grupo de estagiários, totalizando oito pessoas. Porém, ao contrário do escritório de Brabo Magalhães, a equipe coordenada por Soares trabalha em outras áreas. O escritório atua, além da capital, em mais cinco municípios, e a estratégia na Justiça é entrar com vários direitos de resposta contra supostas ofensas dos candidatos. ?Para cada inserção ou horário eleitoral com uma ofensa, entramos com um direito de resposta?, afirmou Soares, dizendo que move 70 ações de direito de resposta em todo o Estado e não se lembra quantas ações move para defender Sextafeira dos ataques dos outros candidatos. Ele também não revela a tabela de custos. ?Não posso ferir a ética dos advogados?, contou, mas admite que eles passam dos R$ 100 mil, a depender dos casos. ?Nós temos um custo mais alto em relação ao mercado?, disse. ?Apesar de ser um bom negócio trabalhar com direito eleitoral, a dificuldade é maior porque a jurisprudência muda muito?. PMDB A estratégia do escritório dos peemedebistas é diferente da dos governistas. Ao invés de entrar com várias ações de direito de resposta na Justiça, o critério de avaliação do advogado Luciano Guimarães é a qualidade da crítica contra o candidato que defende na capital, que é José Wanderley Neto (PMDB). ?Não costumamos encher a Justiça Eleitoral com pedidos de liminar, porque os juízes já vivem cheios de trabalho. Estudamos as falas dos candidatos e depois avaliamos se eles passaram dos limites em relação ao Wanderley?, falou Guimarães, que move unicamente quatro ações de direito de resposta no Estado, todas de José Wanderley contra candidatos na capital. Em todo o Estado, o número de ações chega a 40. Ele conta com uma equipe de dois advogados, mais quatro estagiários, que atendem 11 municípios alagoanos. Seu escritório existe há um ano, mas há doze ele próprio trabalha na área eleitoral.

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