Política
TRE mant�m candidatura de Luciano Barbosa em Arapiraca
ODILON RIOS O Tribunal Regional Eleitoral (TRE-AL) manteve a candidatura de Luciano Barbosa (PMDB) à Prefeitura de Arapiraca. Por quatro votos a dois, o Pleno do TRE rejeitou os argumentos do juiz da cidade, João Azevedo Lessa, que não aceitou o registro de candidatura de Barbosa por entender que entre ele e a atual prefeita Célia Rocha (sem partido) existiria um ?relacionamento amoroso? durante o segundo mandato da prefeita, situação que, segundo a lei eleitoral, invalidaria a candidatura de Barbosa a prefeito. Os dois votos contrários à decisão partiram de dois juízes: Sérgio Wanderley e Pedro Augusto. Ao contrário dos demais membros do TRE, eles entenderam que houve uma ?união estável?, segundo o Código Civil Brasileiro, entre a prefeita e o candidato. Porém, no final, prevaleceu a decisão da maioria. Os advogados de acusação vão estudar a sentença e decidir se recorrem à última instância, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Duas ações A ação de impugnação foi movida por dois candidatos à Prefeitura de Arapiraca: Dudu Albuquerque (PSB) e Adoniran Guerra (Prona). Nas duas ações, o mesmo objetivo: o suposto relacionamento entre Célia e Barbosa. Para isso, juntaram cópias de 50 jornais, de acordo com os membros do TRE, que provariam o suposto relacionamento. Na documentação, supostas ?trocas de carícias em público?, ou ?afagos em festas?, ou ainda possíveis ?declarações de amor na cidade de Arapiraca?. O juiz eleitoral João Azevedo Lessa entendeu que existia o relacionamento, mas a decisão foi reformada pelo TRE. A maior polêmica existente entre os magistrados era o que teria acontecido entre Luciano e Célia: ?Se existe namoro ou amizade, quem vai dizer não é o Sílvio Santos, mas nós?, disse o relator do processo no TRE, desembargador Humberto Eustáquio Martins. Outra polêmica se referia à constituição de família, situação que, segundo os membros do TRE, não existiu: de acordo com Martins, não existiam documentos comprovando contas bancárias em conjunto ou bens em comum, ou ainda filhos que, segundo o relator, comprovassem o relacionamento. ?Havia o namoro, mas não a construção familiar?, avaliou o relator do processo, que derrubou, um a um, todos os argumentos da acusação e, em alguns casos, provocando risos no auditório do TRE, que estava lotado. Decisão longa Considerado um dos julgamentos mais longos da história do TRE alagoano, a decisão saiu depois de quatro horas de polêmica, com leitura demorada de dois volumes de processo e suspensão do julgamento por duas vezes: uma antes da decisão do relator e a outra, logo após. A decisão do TRE teve efeito imediato em Arapiraca, com clima de final de Copa do Mundo. Os cabos eleitorais e o candidato do PMDB percorreram a cidade, numa carreata com muitos veículos. A festa final foi no Clube dos Fumicultores.