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Chic�o volta a acusar Am�lia e Arn�bio, mas n�o mostra provas: “S� numa CPI”

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MARCOS RODRIGUES O ex-secretário estadual de Ciência e Tecnologia, deputado Francisco Carvalho, o Chicão (PSDB), voltou a afirmar ontem que ocorreu um ?rombo? no Laboratório Industrial Farmacêutico de Alagoas (Lifal). Chicão também lançou suspeitas sobre as consultorias contratadas pela Célula de Desenvolvimento Humano, dirigida pelo secretário Arnóbio Cavalcante. Chicão, que perdeu o cargo na Secretaria de Ciência e Tecnologia na semana passada e reassumiu o mandato de deputado estadual, chegou ontem à Assembléia Legislativa (ALE) dizendo-se disposto a encaminhar à Mesa Diretora um pedido de instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar os dois assuntos. ?Desafio o governador Ronaldo Lessa a liberar sua bancada, que hoje é maioria, para investigar esse rombo no Lifal e também todas essas consultorias que vêm sendo realizadas sem as devidas licitações?, declarou o deputado. Apresentando documentos superficiais, mas afirmando ter ?mais elementos?, Chicão disse que as duas consultorias feitas no Lifal são suspeitas. ?Eles pediram uma consultoria com o objetivo de saber o que todos já sabem: o laboratório está falido?, disse. De acordo com Chicão, em seu primeiro mês como secretário, foi ?procurado? por um represente de um laboratório indiano. ?Ele me apresentou uma conta relativa à compra da matéria-prima para a fabricação de um remédio chamado Idinavir. Ao todo, a fatura tinha 8 milhões e 500 mil dólares a serem pagos, de um total de 15 milhões de dólares. Pelo menos 6 milhões e 500 mil dólares foram pagos?, disse Chicão. O deputado declarou que, ao tomar conhecimento dessa dívida, ?comunicou imediatamente ao governador?, que teria respondido que as providências estavam sendo tomadas. ?Mas aí nada foi feito, a não ser afastarem o Lifal da estrutura da secretaria [de Ciência e Tecnologia], assim como a Fundação Universidade Alagoana (Funeas) e a Fundação de Amparo à Pesquisa de Alagoas (Fapeal)?, reclamou o parlamentar. Indagado sobre os documentos que confirmariam a dívida com a empresa indiana, Chicão disse que ?tudo virá a público? durante a CPI ou ainda na Justiça. ?Já me orientei juridicamente sobre o assunto. Tudo o que falo, tenho provas. Até no Ministério da Saúde existem dúvidas sobre como esse problema aconteceu, porque dias depois a mesma medicação foi comprada pelo laboratório da Fundação de Manguinhos pela metade do preço?, contou o deputado. Chicão afirmou que sua gestão ?passou a incomodar? porque ele ?descobriu? que a ex-diretora do Lifal, Amália Amorim, ?foi responsável pelas negociações com o laboratório indiano?. ?O pessoal do laboratório já entrou, inclusive, na Justiça alagoana para tentar reaver o dinheiro?, confirmou Chicão. Sobre o secretário Arnóbio Cavalcanti, Chicão voltou a chamá-lo de ?inimigo? e ?responsável pela articulação? de sua saída. ?Quero ver se ele vai ter coragem de quebrar o seu sigilo bancário, assim como a ex-secretária Amália?, desafiou. Chicão comentou rapidamente a reação do governador, anteontem, as suas declarações. Disse que na cerimônia de passagem do cargo só recebeu elogios de Lessa. ?Ou ele mentiu naquela hora, ou agora, quando diz que eu não presto?.

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