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Alian�a com PSB abriu mais �uma crise nos quadros petistas

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O desfecho do processo que escolheu as candidaturas a prefeito de Maceió, no mês de junho, jogou o PT em mais uma crise. Até aquela altura, o partido tinha um candidato a prefeito definido: o deputado Paulo Fernando dos Santos, o Paulão. Na última hora, Paulão cedeu à orientação da direção nacional do PT e abriu mão de sua candidatura, jogando o partido, mais uma vez, na condição de vice do PSB ? como ocorreu em 1992, com a chapa que uniu Ronaldo Lessa e Heloísa Helena. A reedição da aliança PSB-PT desagradou a setores do petismo, aliados ou não de Paulão nas correntes internas. A decisão de sair como vice irritou a presidenta do diretório municipal do PT, Cláudia Amaral, hoje licenciada do cargo. Ela chegou a disputar as prévias do PT, e perdeu a indicação para Paulão. A sindicalista Lenilda Lima também defendia candidatura própria. Cláudia Amaral disse ontem que a participação do PT na campanha para prefeito ?não é a mesma de outras épocas?. Ela lembrou as eleições de 1996 e 2000, quando o partido teve candidato próprio e perdeu nas duas vezes. ?Nas carreatas, nos comícios, no material de propaganda dos vereadores, aparece o nome de Sextafeira como uma mera coisa obrigatória?, disse, ao explicar que o material que os candidatos a vereador recebem do comitê central da campanha já traz as referências ao candidato a prefeito. Em outras palavras, segundo Amaral, pelo menos alguns candidatos ostentam o nome do candidato a prefeito em sua propaganda em cartazes e camisas porque não haveria como ser de outra forma. ?Não estou vendo dentro do PT o ânimo, a euforia para levar a candidatura majoritária, como nós já fizemos em outras ocasiões?, afirmou Cláudia Amaral. ?Poucas pessoas defendem de forma ardorosa a candidatura do Sextafeira. Os outros pedem voto e fazem propaganda porque o material da campanha é padronizado? , disse também Amaral. A GAZETA tentou falar com o deputado Paulão, mas ele não foi localizado ontem.

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