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Paul�o pode assinar pedido de CPI do Lifal

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MARCOS RODRIGUES O pedido de instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), que será encaminhado pelo ex-secretário de Ciência e Tecnologia, deputado Francisco Carvalho, o Chicão (PSDB), para investigar suposto ?rombo? nas contas do Laboratório Industrial Farmacêutico de Alagoas (Lifal) e as consultorias viabilizadas pela célula de Desenvolvimento Humano, podem contar com o apoio do deputado Paulo Fernando dos Santos (PT), ex-líder da oposição na Assembléia Legislativa e atualmente governista. Ontem, o petista declarou que o fato de, atualmente, integrar a bancada do governo não o impedirá de assinar o pedido de CPI que será encaminhado na próxima terça-feira, dia 6, à Mesa Diretora da ALE. Mas Paulão fez uma ressalva. ?O fato de integrar a bancada não será empecilho para mim, desde que tenha convicção da consistência do que será apresentado, principalmente porque o próprio governador já deixou claro que não teme nenhuma investigação?, adiantou o petista, por telefone. Paulão coloca outra condição para se decidir pelo apoio. Ele quer que o deputado Chicão faça um pronunciamento na ALE, para que os deputados conheçam o teor de suas suspeitas contra o governo. ?Até agora, as informações que tenho são o que foi publicado na imprensa. Para me posicionar em apoio a uma CPI, é necessário conhecer do que se trata oficialmente. Entendo que o primeiro passo para conhecermos o conteúdo será um pronunciamento?, explicou. Estranho O petista disse que considera ?estranho? que Chicão só tenha decidido apontar problemas no governo depois de sua exoneração. ?Só acho estranho que as denúncias tenham surgido depois que ele [Chicão] foi exonerado do cargo. Digo isto porque ele ficou no cargo por oito meses e não fez nenhum pronunciamento público nem através de seus interlocutores na Assembléia?, q uestionou o deputado, lembrando que a Assembléia aguardou, terça-feira, passada, o discurso de Chicão. Novas Para Chicão, o apoio de Paulão à CPI é importante, por causa de sua trajetória. ?Sempre identifiquei no deputado [Paulão], mesmo com nossas divergências ideológicas, uma pessoa que investiga o que está errado. Por isso, vai ser o primeiro a quem vou recorrer?, reafirmou Chicão. Ele adiantou que vem recebendo ?mais documentos? sobre a questão do Lifal. Sobre as consultorias realizadas sem licitação, ele disse que aguarda mais informações. ?A cada dia recebo mais detalhes sobre o que estava acontecendo no Lifal?, sustentou. Apoio O deputado Chicão diz que sabe da dificuldade de conseguir apoio de nove deputados para encaminhar o pedido de CPI, na próxima sessão ordinária da Assembléia. Desde que Paulão deixou a oposição, apenas o próprio Chicão se anuncia, agora, como opositor do governo que, segundo ele, conta com uma ?banda podre?. Até o responsável pela indicação do próprio Chicão para a secretaria, deputado Antônio Albuquerque (PL), pode não apoiá-lo no pedido de CPI. ?Entenderei se o deputado não me apoiar. Antes de isso tudo começar, informei a ele sobre minhas intenções. Sei entender sua posição e isso não mudará em nada nosso relacionamento. Pelo contrário, a ele só tenho a agradecer?, disse Chicão. Já o líder do governo, deputado Sérgio Toledo (PSB), trabalha para evitar a instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito. Por considerar que o assunto ?já é investigado, com o apoio do governo do Estado?, Toledo afirma não considerar importante uma CPI ?para apurar os mesmos fatos?.

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