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Em Ch� Preta e Batalha, disputa � tensa

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Em três cidades alagoanas ? Batalha, Chã Preta e Flexeiras ? as eleições se transformaram em uma disputa perigosa entre os candidatos. Em Batalha, três candidatos lutam pela cadeira da Prefeitura Municipal: o prefeito e candidato à reeleição, Hermani Pereira de Melo, o ?Minha? (PTC); Érico Rodrigues de Almeida, o ?Quinca? (PSB) e Paulo Dantas (PMDB), filho do suplente de deputado federal Luiz Dantas (PTB). Outros grupos atuam na política da região, como o comandado pelo fazendeiro Neguinho Boiadeiro (PHC), que foi acusado de espancar dois trabalhadores rurais na cidade e teve a prisão decretada. O juiz eleitoral Marcelo Tadeu reclamou da falta de delegado na cidade e do número insuficiente de policiais para garantir a segurança nas eleições. O número de eleitores supostamente fantasmas também representa preocupação, mas a situação, aparentemente, está resolvida pela Justiça Eleitoral. Audálio Holanda (PSDB) e Rita Tenório (PPS) são os dois candidatos que disputam a prefeitura em Chã Preta. Rita é apoiada pelo marido, o deputado estadual Francisco Tenório (PPS). Holanda e o deputado quase entraram em confronto depois de uma carreata, na qual um primo de Francisco Tenório teria tentado provocar confusão com a carreata de Holanda na cidade. O deputado negou a acusação, publicada há um mês na GAZETA, mas as rusgas entre Tenório e Holanda persistem, nas ruas ou em rádios comunitárias. Em Flexeiras, a disputa para a Prefeitura entre Arlene da Costa (PP) e Jurandy Jurema (PMN) também desperta a preocupação da Justiça Eleitoral. Na semana que vem, o TSE vai julgar o pedido de tropas para Senador Rui Palmeira. Um comício no dia 7 de agosto motivou os juízes do TRE a pedir reforço federal. A polícia da cidade se sentiu intimidada, segundo a Justiça Eleitoral, para enfrentar cabos eleitorais dos candidatos, acusados de tentar tumultuar comícios. Sessão no sábado O TRE realiza hoje, a partir de 9 horas, sessão extraordinária para o julgamento de ações de impugnação de registro de candidaturas em duas cidades alagoanas: São Miguel dos Campos e Estrela de Alagoas. A sessão foi convocada para tentar obedecer ao prazo legal, que determina que os processos de registro de candidatura sejam julgados até hoje, e os resultados enviados ao TSE. A disposição do tribunal alagoano é seguir durante todo o dia e, se necessário, entrar pela noite para votar todos os processos. As decisões tomadas pelos magistrados não são definitivas. Os candidatos a prefeito ou vereador que não concordarem com o resultado das ações, podem recorrer ao TSE. Esse é o caso de dois pedidos de registro de candidatura julgados ontem, mas cujos candidatos acabaram sendo ?salvos? pelo TRE. A primeira, Maria Núbia, candidata a prefeita de Lagoa da Canoa. Conforme o processo analisado pelos juízes, ela seria sogra do atual prefeito Lauro Fonseca. Mas poderá concorrer ao cargo porque o tribunal entendeu não haver, entre Fonseca e Núbia, qualquer laço familiar que impeça a candidatura. O segundo candidato foi Cícero Cavalcante, de São Luiz do Quitunde, cujo problema seria a eleição para o terceiro mandato. Cavalcante foi prefeito em Matriz do Camaragibe, reeleito, mas pediu afastamento do cargo em setembro do ano passado, para se candidatar à Prefeitura de São Luiz do Quitunde. A atitude de Cavalcante chegou a ser criticada pelo relator do processo, Francisco Malaquias, que chamou o candidato de ?cara-de-pau?, mas o ex-prefeito de Matriz continua a concorrer às eleições em São Luiz. Maria Lúcia Vilela (PSDB) não teve a mesma sorte dos outros candidatos. Ela era vice na coligação ?Juventude com o Povo?, do candidato Geraldo Filho (PMDB), em Carneiros, mas o TRE cassou a sua candidatura. Na sessão de ontem, os juízes analisaram também dois pedidos de direito de resposta: um contra o deputado estadual Cícero Almeida (movido por Alberto Sextafeira), e outro contra Sextafeira (movido por Cícero Almeida). Na guerra das liminares, os dois lados perderam: os pedidos foram negados pelo TRE. (GF/OR)

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