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Amea�ada, prefeita queria deixar Alagoas

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MAIKEL MARQUES Sucursal Arapiraca - A prefeita de Piaçabuçu, a 188 Km de Maceió, Lúcia Marinho (PSDB), cogitou abandonar o Estado de Alagoas e teve de promover mudança radical em sua rotina. Ela revela que o medo tomou conta dos seus dias depois de ser seguida por três homens, quando conduzia seu veículo pelas estradas do Litoral Sul e de tomar conhecimento de que pessoas armadas circulavam nas redondezas de sua residência, no centro da cidade. ?Pensamos, inclusive, em deixar o Estado?, conta a prefeita, que aguarda proteção policial da Secretaria de Defesa Social (SDS) para dar continuidade a sua campanha de reeleição contra dois adversários: Djalma Beltrão (PTB) e Dalmo Santana (PSB). ?Não sei a quem atribuir os recados e ameaças com a finalidade de intimidar minha família?, diz a prefeita, que recebeu o último recado de um popular não identificado, no meio da multidão de um comício e que, depois de apertar seu ombro, sussurrou em seu ouvido a seguinte frase: ?Tem certeza de que quer continuar na disputa, prefeita?? Ela recebeu o recado numa noite de sábado quando encerrava showmício na periferia da cidade. ?Olhei para trás, mas não consegui identificar a pessoa. Tinha muita gente?, conta. Campana O aviso daquela noite somou-se à informação de que dois homens armados estavam de campana ao redor de sua residência e fez a prefeita reunir, no domingo (31 de agosto) seus correligionários para comunicar sua decisão de renunciar à candidatura e deixar o Estado de Alagoas. ?Avaliamos que não valia a pena viver sem tranqüilidade. Pedi-lhe que abandonasse a vida pública, que ficássemos em paz?, revelou à GAZETA o advogado Antônio César Carmo, esposo da prefeita Lúcia Marinho. Ela se preparava para oficializar sua desistência do pleito quando foi surpreendida por uma manifestação popular em que mais de três mil pessoas lhe prestavam solidariedade e pediam sua permanência na disputa. Lúcia afirma, então, que dividiu ?o sofrimento e a angústia? com seus quatro filhos maiores e, depois, com seus correligionários, para então tomar a decisão de não renunciar. ?Caso contrário, esfacelaria um grupo político que apostou em mim?, explicou. Sozinha Lúcia Marinho foi, então, à Secretaria de Defesa Social (SDS), em Maceió, e relatou os últimos acontecimentos aos delegados Mário Jorge Marinho e Roberto Lisboa. Pediu-lhes proteção policial pelos próximos 30 dias para que possa retomar sua agenda política. ?Por falta de segurança tive de cancelar alguns comícios?, diz a prefeita, que ainda circula sozinha à espera do reforço policial que ficou de ser enviado pelo governo do Estado. Piaçabuçu fica na região Sul de Alagoas e pertence a 38ª Zona Eleitoral, que abrange, ainda, o município de Feliz Deserto. Vereadora por três mandados, Lúcia Marinho disputa a reeleição contra dois oponentes de peso. Djalma Beltrão (PTB) tem apoio de seu primo, o deputado estadual João Beltrão. Dalmo Santana (PSB), o outro candidato, conta com valioso apoio do governador Ronaldo Lessa, uma vez que sua eleição atende ao projeto do PSB de ampliar o número de prefeitos no interior do Estado. Apesar do clima de insegurança que afirma viver, a prefeita e candidata Lúcia Marinho não pensa em diminuir o ritmo da campanha. As caminhadas continuam, com mais cuidado na proteção pessoal, enquanto não chega o reforço oficial da Secretaria de Defesa Social. A prefeita não dá pistas se tem ou não suspeita de onde partiriam as ameaças que diz ter recebido.

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