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Mudan�a de patente gera pol�mica na tropa

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GILVAN FERREIRA MARCOS RODRIGUES O projeto de lei que dispõe sobre os critérios e as condições que asseguram aos oficiais e praças da ativa da Polícia Militar (PM) e Corpo de Bombeiros o acesso na hierarquia militar, aprovado pela Assembléia Legislativa, recebeu o apoio de todas as entidades de classe representativas da PM, mas não escapou às críticas de alguns setores e oficiais da corporação. O ex-deputado estadual, major Paulo Nunes, que liderou a Associação dos Oficiais da PM, disse que o projeto, na ?essência é muito bom?, mas não vai corrigir as distorções provocadas pelas ?promoções irregulares? promovidas desde o primeiro mandato do governador Ronaldo Lessa (PSB). ?Verdadeira bagunça? Segundo Paulo Nunes, que hoje está na reserva da Polícia Militar e ocupa o cargo de coordenador estadual do Escritório da Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca, as promoções patrocinadas pelo governo, na maioria das vezes, são decididas ?com base em critérios políticos, na amizade e no apadrinhamento?, o que transformou as promoções do oficialato da PM em uma ?verdadeira bagunça?. Ele alega que devido às irregularidades, os oficiais que se sentem prejudicados estão conseguindo na Justiça o direito às promoções, o que interfere em toda a estrutura de promoção na PM. Do praça ao oficial, todos seriam prejudicados com as promoções irregulares. ?O projeto deveria servir para moralizar as promoções da Policia Militar, mas isso não deve acontecer, pois, enquanto o governador não cumprir a lei e o regulamento da PM, essa questão não vai ser resolvida. Ao longo desses anos de governo Lessa, infelizmente, os critérios para as promoções são políticos, baseados na amizade e no apadrinhamento de oficiais que estão próximos ao poder. Hoje, nós temos vários casos de oficiais que recorreram à Justiça para garantir suas promoções. A Justiça tem garantido o direito desses oficiais, o que vem transformando as promoções dentro da PM em uma verdadeira bagunça?, disse Paulo Nunes. ?O lado bom do projeto é que agora existe a possibilidade de uma oxigenação na PM e da implantação de uma nova mentalidade no comando, que vai poder contar com um pessoal mais ativo e operacional?, esclareceu Paulo Nunes. Pressão Antes da aprovação do projeto na Assembléia Legislativa, um grupo de oficiais tentou apoio dos deputados Antônio Albuquerque (PL), Cícero Ferro (PMDB) e João Beltrão (PMDB) para tentar ?emplacar? emendas ao projeto. Os deputados não conseguiram mudar os principais pontos do projeto e a emenda que garantia a permanência dos oficiais até completar os 35 anos de efetivo trabalho na PM. ?Lei Padilha? Nos bastidores da ALE, os comentários deixavam margem à possibilidade de o projeto ter sido influenciado por militares ligados à Casa Militar do governo de Alagoas. O projeto foi batizado como ?Lei Padilha?, uma referência ao subsecretário do Gabinete Militar do Palácio dos Martírios, tenente-coronel Cícero Padilha. O comandante da PM, coronel Edmilson Cavalcante, e o líder da Associação dos Oficiais da PM, major Luciano, defenderam o projeto.

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