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Quatro candidatos a prefeito no interior cassados pelo TRE

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ODILON RIOS Na sessão de sábado, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) cassou o registro de quatro candidatos a prefeito no interior alagoano. Os candidatos que perderam o registro são os seguintes: Fátima Pedrosa (Satuba), Paulo Roberto Malta Brandão (Inhapi), Rachel Moreira Alves (Porto Calvo) e José Paulo Azarias Barbosa (Jaramataia). Em Satuba e Porto Calvo, as candidatas, de acordo com o TRE, têm um relacionamento afetivo estável com os prefeitos das cidades. Rachel teria um relacionamento com Jorge Cordeiro, e Fátima Pedrosa com Adalberon de Moraes, hoje preso, acusado de assassinato. Outras candidaturas a prefeituras no interior foram mantidas, mesmo sendo polêmicas, como as de São Miguel dos Campos (Rosiane dos Santos, apontada como namorada do prefeito Nivaldo Jatobá), Estrela de Alagoas (Angela Garrote, acusada de ter relacionamento com o prefeito Antônio Garrote) e São Luiz do Quitunde (Cícero Cavalcante). Neste último caso, Cavalcante estaria se candidatando pela terceira vez ao mandato de prefeito, só que em outra cidade (ele foi prefeito reeleito em Matriz do Camaragibe), mas os juízes mantiveram a sua candidatura. Em decisões anteriores, também polêmicas, o TRE manteve as candidaturas de Maria Núbia, em Lagoa da Canoa, e Luciano Barbosa, em Arapiraca. No caso de Barbosa, ele teria um relacionamento com a prefeita da cidade, Célia Rocha, mas os magistrados do TRE entenderam que não existia o relacionamento e mantiveram sua candidatura. Já em Lagoa da Canoa, Maria Núbia seria sogra de Lauro da Fonseca, que teria comprado até uma casa para a filha de Núbia, por R$ 20 mil, mas o tribunal entendeu que não existe o relacionamento amoroso, que também teria como condição bens em comum ou conta bancária em conjunto. Os candidatos, ou seus opositores, têm até hoje para recorrer da sentença ao TSE, que julga as ações até 23 de setembro. Todos os candidatos que estão sendo julgados, mesmo aqueles que tiveram o registro de candidatura negado pelo TRE, ainda continuam candidatos mas sub judice, ou seja, participam da eleição normalmente, com comícios e carreatas, mas seu futuro político depende da decisão do TSE, que tem até o dia 23 de setembro para julgar todos os pedidos de impugnação de registro de candidatura. Maceió A ?guerra? das liminares chegou ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE-AL). Troca de acusações e ofensas entre os candidatos à prefeitura da capital começam a abarrotar o tribunal, que no sábado passado julgou as últimas ações de impugnação de candidaturas em todo o Estado. Os primeiros pedidos vieram do candidato Cícero Almeida (PDT-PTB) contra Alberto Sextafeira (PSB-PT) e João Caldas (PL), que desistiu da disputa para apoiar Sextafeira. Na primeira ação, relatada pela juíza Maria Catarina Ramalho, Almeida reclamava que Caldas estaria fazendo campanha a favor de Sextafeira, no horário destinado à propaganda eleitoral do PL, incluindo a participação do vice-presidente da República, José Alencar. Os advogados de Cícero Almeida pediam que Sextafeira fosse punido com a perda do mesmo tempo de TV e rádio que Caldas teria usado para beneficiar a campanha do candidato governista nos meios de comunicação. O tribunal negou o pedido de Almeida. Na segunda ação, Almeida reclamava do ?Plantão da Verdade?, exibido no horário eleitoral de Alberto Sextafeira. No programa, um locutor anunciaria a suposta ?trama dos maus usineiros alagoanos? para voltar ao poder, através de Cícero Almeida, além de fazer trucagens com imagens do programa Plantão de Polícia, cujo repórter era Cícero Almeida. O advogado de Almeida, Luiz Guilherme, disse que, ao tentar ofender Cícero Almeida, Sextafeira ?feria a honra? da profissão de Almeida, que é radialista. O tribunal aceitou o pedido de direito de reposta no programa de Sextafeira, mas a defesa ainda pode recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

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