Política
Rio Largo e Satuba perguntam: onde est� a PM?
ODILON RIOS O envio de tropas da Polícia Militar (PM) para 29 cidades do interior do Estado não provoca confusão apenas no Quartel Geral da PM, em Maceió. Nas próprias cidades onde os 150 militares deveriam ter chegado desde a semana passada, ninguém entende por que não chegaram. Os prefeitos de Rio Largo e Satuba, além da Justiça Eleitoral, reclamam que os PMs ainda não apareceram nas ruas, comícios e carreatas. Os municípios do interior são policiados por batalhões, espalhados em várias cidades, e que dispõem de determinado número de homens em revezamento, além de uma quantidade fixa de soldados para a segurança das cidades. Em duas delas, bem próximas à capital, Satuba e Rio Largo, os PMs são geridos pelo 8º Batalhão da Polícia Militar (8º BPM), que tem 45 homens espalhados em oito municípios: Satuba, Coqueiro Seco, Rio Largo, Pilar, Marechal Deodoro, Messias, Santa Luzia do Norte e Barra de São Miguel, segundo informações do tenente-coronel Kléber Costa, responsável pela distribuição dos soldados no 8º BPM. ?Recebemos mais dez homens de reforço para as eleições em Rio Largo?, disse. ?Pela quantidade, não dá para perceber, mas os homens estão espalhados pelas ruas da cidade?, afirmou o tenente-coronel. Segundo ele, a quantidade não é ideal, mas garante a segurança. ?O ideal seria que recebêssemos de 20 a 25 homens a mais, mas a corporação tem poucos homens?, afirmou o tenente-coronel. Para dois candidatos à Prefeitura, Vânia Paiva (PMDB) e Gilberto Gonçalves (PP), e para a Justiça Eleitoral, os PMs ainda não estão em Rio Largo. O clima eleitoral na cidade está cada dia mais acirrado. Além de Paiva, atual prefeita, e do deputado Gonçalves, disputa também a eleição o candidato Mário Torres, irmão do conselheiro Roberto Torres, do Tribunal de Contas do Estado (TCE). Quando o assunto é a presença de PMs na cidade, a juíza de Rio Largo, que também responde por Satuba, Marlene Madeiros, indaga: ?Qual é o PM que vai prender um deputado estadual, a prefeita da cidade ou um irmão de conselheiro do Tribunal de Contas?? Para ela, só a presença das tropas federais garantiria segurança nas eleições, mas o pedido foi negado, mês passado, pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-AL). No município, as bandeiras dos candidatos são balançadas por todos os lados, adiantando que a disputa pelos votos, a três semanas das eleições, esquenta a cada dia. E as acusações entre os lados aumentam. Dois candidatos teriam brigado nas ruas da cidade para a fixação de cartazes em árvores. A Justiça acompanha as informações sobre violência e desrespeito à legislação eleitoral.