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PM decide hoje sobre futuro de coron�is descontentes

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GILVAN FERREIRA O comandante da Polícia Militar (PM), coronel Edmilson Cavalcante, vai anunciar oficialmente hoje as exonerações dos três oficiais que supostamente lideram um grupo de coronéis contrário ao projeto de lei do governo que mudou os critérios para as promoções na PM. Hoje, deixam os cargos o subcomandante da Polícia Militar, coronel Cláudio Omena, o segundo homem na hierarquia do comando; o comandante do Policiamento do Interior (CPI), coronel Nerecinor Sarmento, e o diretor de Pessoal da PM, coronel Veríssimo Correia Rocha. O comandante Edmilson Cavalcante deve reunir o alto comando da PM para definir o futuro dos três oficiais dentro da corporação. Na última terça-feira, o comando da PM anunciou que o ex-subcomandante, coronel Omena, vai assumir a Ajudância Geral da PM; o coronel Veríssimo passaria para a assessoria do Comando Geral e o coronel Sarmento ocuparia a Diretoria de Ensino da PM. A GAZETA apurou que o comandante da PM vem sendo pressionado pelo governo a agir com mais ?pulso? para acabar com a revolta do grupo de oficiais contra o projeto das promoções. Dos 16 oficiais do alto comando, seis seriam contrários ao projeto e a favor das posições do coronel Cláudio Sarmento. Essa é a pior crise dentro do comando da Polícia Militar no seis anos de governo de Ronaldo Lessa (PSB). Pivô da crise Apontado como pivô da crise, o coronel Cláudio Omena deixou claro que não lidera nenhum grupo de ?rebeldes?, mas mantém as suas críticas sobre o projeto, que segundo ele vai ser prejudicial para os oficiais com maior tempo de serviço na Polícia Militar. ?Eu tenho 29 anos de Polícia Militar, nunca fui punido e nem participei de qualquer grupo rebelde, mas não posso deixar de colocar minhas posições sobre aquilo que avalio como errado. Mais uma vez quero esclarecer que não somos contra o projeto, mas apenas defendíamos que alguns pontos do projeto de lei fossem alterados, principalmente no que se refere ao tempo para o afastamento dos policiais militares da corporação. Na minha opinião, o projeto poderia estabelecer, ao contrário dos 30 anos como foi aprovado, 35 anos para a reforma. Este é um ponto do qual discordo do projeto e, independentemente de qualquer coisa, vou continuar defendendo?, declarou Omena. O ex-subcomandante da PM ? que prometeu participar da solenidade de passagem do cargo ao coronel Kleberon Melo Costa ? disse que não fez nenhuma movimentação para que um grupo de oficiais que o apóia não fosse ao desfile de 7 de setembro. O ato foi considerado um protesto pela aprovação do projeto e pelas exonerações dos oficiais. ?Eu não fiz nenhum movimento para que os coronéis evitassem participar da solenidade. Eu não fui ao desfile por avaliar que não tinha motivos para estar lá. Fui exonerado na segunda-feira e não teria sentido no outro dia participar de uma solenidade militar?, comentou o coronel Cláudio Omena.

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