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Almeida rejeita verba na ALE e K�tia diz que n�o � “praga”

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MARCOS RODRIGUES O candidato do PDT a prefeito de Maceió, deputado Cícero Almeida, fez ontem um discurso na Assembléia Legislativa reclamando das ?pressões? que vem sofrendo dos ?elementos ruins do PSB?, partido de seu adversário Alberto Sextafeira. Dizendo-se inconformado com o que classificou de ?desleal?, Almeida solicitou a devolução dos R$ 50 mil que incluiu em suas emendas para duas unidades do Centro Atendimento Médico Gratuito (Camg), que mantém. ?Estou querendo que esse dinheiro deixe de ir para as unidades que ajudo e sigam para as entidades para as quais a prefeita [Kátia Born] nunca liberou recursos quando eu atuava como vereador?, disse Almeida, lembrando sua passagem pela Câmara. Na Câmara Municipal, cada vereador tinha direito a até R$ 30 mil, que poderiam ser usados em emendas pessoais. Segundo ele, a prefeita nunca o contemplou com a liberação. Oposição Usando a tribuna da Assembléia e consultando outros parlamentares, Almeida disse que nenhum deputado recebeu repasse algum. Outros deputados, demonstrando um sentimento de oposição à prefeita, apoiaram Almeida. Entre eles, Temóteo Correia (PTB), Gervásio Raimundo (PL) e Cícero Amélio (PMN). A remessa do dinheiro, que integra os R$ 150 mil que o governo concede a cada parlamentar, através de emendas, foi mostrada no Guia Eleitoral do candidato Alberto Sextafeira (PSB-PT), para desmentir a informação de que Cícero Almeida não usa recursos públicos. ?Estão me perseguindo através dos órgãos municipais e estaduais, que vivem ameaçando o nosso pessoal. Não entendo que isso seja promovido por todos do PSB. Do governador, sei que não parte, porque ele conhece o nosso trabalho e destinou uma pessoa de sua assessoria para visitar os centros. Mas essa pessoa nunca foi?, argumentou o deputado. Ataques Se de um lado Almeida reclama de perseguições, por outro a prefeita Kátia Born também se disse agredida. Segundo ela, na segunda-feira, durante um debate com estudantes universitários, o marqueteiro do candidato José Wanderley (PMDB-PSDB), Orlando Pacheco, a teria chamado de ?praga?. Kátia usou sua participação ontem em programas de rádio para se defender. ?Gostaria de dizer para essa pessoa que me respeite, porque tenho história e uma folha de serviços prestados ao município?, falou a prefeita em tom alterado. O candidato Wanderley confirmou para a GAZETA que aconteceu uma referência à prefeita, ?mas dentro de um contexto, sem que em momento algum representasse agressão à imagem da prefeita?. Já o governador Ronaldo Lessa, ao se referir novamente à edição de imagens em que aparece atacando declarações do candidato do PMDB, optou por aprovar a utilização de seu discurso durante um comício. Na segunda-feira, ele havia discordado publicamente da forma como seu pronunciamento foi exibido.

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