Política
Novo refor�o da Pol�cia Militar � deslocado para seguran�a das elei��es no interior do Estado
ODILON RIOS Uma semana depois do previsto, o reforço de 110 homens da Polícia Militar (PM) saiu ontem do Comando Geral da PM para 24 municípios alagoanos. Hoje, os oficiais começam a circular nas cidades, fazendo blitz à procura de armas e acompanhando comícios e carretas. Segundo a PM, o restante do efetivo sai de Maceió nos dias 27, 28 e 29 deste mês. Nesta fase, a PM deslocará também alguns homens do Batalhão de Operações Especiais (Bope) para fazer uma espécie de ronda nas seis cidades que receberão tropas federais por decisão do Tribunal Superior Eleitoral (Minador do Negrão, Flexeiras, Batalha, Chã Preta, Senador Rui Palmeira e São Luiz do Quitunde). Além destas, mais 18 cidades receberam reforço de homens da PM: Belém, Colônia Leopoldina, Carneiros, Campo Alegre, Coruripe, Estrela de Alagoas, Feliz Deserto, Igreja Nova, Japaratinga, Limoeiro de Anadia, Maragogi, Palestina, Palmeira dos Índios, Pão de Açúcar, Passo do Camaragibe, Piaçabuçu, São José da Tapera e São Sebastião. Estas cidades receberam reforço menor de homens, apesar de em algumas delas o total antecipado de soldados ser bem maior do que no município considerado mais crítico, sob o ponto de vista eleitoral: Minador do Negrão, que tem 26 homens circulando pela cidade, enquanto em Palmeira dos Índios existem 173. Em Maragogi, estão circulando 153 PMs, segundo dados da tabela de distribuição do efetivo de reforço para as eleições deste ano. Armamento Nas cidades que pediram tropas federais, o armamento utilizado no período pré-eleitoral será mais pesado. O Bope vai utilizar a metralhadora P40, a mesma arma utilizada pelos PMs do Rio de Janeiro para as operações realizadas nos morros em busca de armas e traficantes de drogas. Segundo o comandante do Policiamento do Interior (CPI), coronel Jorge Coutinho, os militares, ao chegar aos municípios, vão se apresentar diretamente aos juízes eleitorais. ?Ao nos apresentarmos aos juízes, nosso objetivo é garantir transparência, mostrar que os militares começam a fazer a segurança das cidades já a partir daquele instante na cidade? disse o comandante do CPI. ?Estamos fazendo uma avaliação para saber se o número de homens é suficiente ou não. Se os magistrados entenderem que o número é insuficiente, eles podem solicitar reforço?, afirmou Coutinho. A orientação partiu, principalmente, para o juiz de Coruripe, Carlos Henrique Duarte, que pediu esta semana reforço de PMs por considerar que o número de policiais que cobrirá as eleições é insuficiente. O juiz solicita mais homens para aumentar as rondas na cidade, principalmente em busca de armas. Antes do embarque das tropas, no discurso aos militares, o comandante-geral da Polícia Militar, coronel Edmilson Cavalcante, lembrou que alguns municípios já apresentam clima de acirramento entre os candidatos, e a situação começa a preocupar o andamento das eleições no Estado. ?Às vezes é preciso superar os limites e as dificuldades e enfrentar as necessidades da sociedade?, afirmou o comandante. Antecipação O envio antecipado de homens da PM às cidades faz parte de uma solicitação do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-AL), que manifestou preocupação com a situação de 29 cidades que pediram a presença de tropas federais ao tribunal. Destas, apenas seis obtiveram autorização para o Exército circular no dia da eleição. A falta de entendimento entre o Comando do Policiamento do Interior (CPI) e o Comando Geral da PM sobre o envio das tropas ao interior é um assunto considerado superado pelo novo comandante do CPI. ?Falhas de comunicação existem em todos os lugares?, justificou o coronel Coutinho. Há uma semana, nem os juízes eleitorais nem o comando da PM conseguiam se entender sobre os 150 homens que saíram de Maceió no começo do mês para cumprir a solicitação de reforço imediato da segurança em 29 cidades. A PM defendia que os militares estavam nas cidades, mas os juízes eleitorais reclamavam que faltava segurança nas ruas e que havia riscos em comícios e carreatas.