Política
Ibope aponta proje��es para o segundo turno em Macei�
MARCOS RODRIGUES A segunda pesquisa do Ibope divulgada na última sextafeira (17) confirmou a liderança do candidato Cícero Almeida (PDT-PTB), nas intenções de voto, além da realização de segundo turno para a disputa pela Prefeitura de Maceió. A única dúvida apontada na pesquisa é quanto a quem será o seu adversário. Segundo o Ibope, os candidatos José Wanderley (PMDB-PSDB) e Alberto Sextafeira (PSB-PT) estão ?embolados? com os percentuais e continuam tecnicamente empatados. Do universo de 406 consultados entre os dias 14 e 16 de setembro, os números obtidos apresentam o seguinte quadro para a sucessão: Cícero Almeida (40%), José Wanderley (17%), Sextafeira (15%), Régis Calvalcante do PPS (4%), Ildo Rafael do PMN e José Djalma do PRP obtiveram 1% cada. A tendência de liderança de Almeida também foi apontada na primeira pesquisa do Ibope, realizada em agosto. À época, pouco depois do início da campanha, Sextafeira e Wanderley já apareciam empatados com 14% das intenções de voto cada, enquanto Almeida despontava na frente com 43%. Agora, a pequena vantagem de Wanderley de 3% em relação a Sextafeira mantém a perspectiva apontada pela primeira pesquisa do Ibope, mas como ela tem uma margem de erro que pode chegar até os 4,9 pontos percentuais, ele estaria empatado tecnicamente com Sexta. Com esse quadro, o fator rejeição será um definidor do pleito. Nesse ponto, nem o líder das pesquisas está fora dos ?riscos?. Porém, por causa da curva de crescimento de seus números, a disputa ficará, segundo os índices do Ibope, pela segunda vaga no 2º turno. Alteração A alteração de percentuais da primeira pesquisa para a divulgada na semana passada pode ser explicada a partir da propaganda eleitoral. Quando a primeira pesquisa aconteceu, em agosto, a campanha estava em seu início. Cada candidato, por meio de suas assessorias, estudou os passos do adversário. A partir desta realidade, é possível explicar, por exemplo, a alteração do número de indecisos e de entrevistados que diziam votar em branco ou nulo. Na primeira pesquisa, os que votavam nulo representavam 9%, contra 6% da nova consulta. Os que diziam não saber em quem votar passaram a ser 5%. Em agosto, 15% dos entrevistados ainda não tinham candidato. Crescimento A mudança de comportamento do eleitor também pode ser observada em relação às chamadas candidaturas ?puro- sangue?, ou seja sem partidos aliados. Cada uma, dentro do seu universo de alcance, obteve algum crescimento. Um exemplo é o candidato José Djalma (PRP). Em agosto ele sequer era lembrado ou escolhido pelos entrevistados. Agora, surge com 1% das intenções de voto e com um detalhe: seus programas foram suspensos por 11 dias, pela Justiça Eleitoral. Dentro dessa lógica, ele alcançou o candidato do PMN, Ildo Rafael, que se manteve com o mesmo 1% obtido na primeira consulta. Mas se ao ?pé da letra? os números representam um pequeno crescimento, para os candidatos é sinal de que algo está acontecendo com suas respectivas candidaturas. A GAZETA ouviu Regis, Ildo e Barbosa sobre a possibilidade de discussão de apoios para o segundo turno. Porém, nenhum admite que possa estar fora da disputa. A consulta aos candidatos aconteceu diante da divulgação dos números do Gape, um dia antes do Ibope. O instituto só diferenciou do Ibope quanto aos números do segundo colocado. Para as demais candidaturas, a tendência é a mesma, tanto que Regis apareceu com 4,17% das intenções de voto. Segundo o Gape, Ildo Rafael foi citado por 1,67% dos entrevistados, contra 0,33% de Ricardo Barbosa. Regis, ao ser procurado para comentar a realidade dos números, optou por avaliar que sua candidatura tem claras chances de virar o cenário das pesquisas. Ele não admitiu a possibilidade de discussão sobre apoios para o segundo turno. O candidato Ildo Rafael também não ?jogou a toalha? e chegou a dizer que a pesquisa não consultou os seus eleitores. Ricardo Barbosa, do PSTU, admite a desvantagem, mas não a derrota. Segundo ele, os ?objetivos? do partido foram atingidos e num ?eventual? segundo turno, defenderá o voto nulo. Mudança A principal mudança apontada na segunda consulta do Ibope se refere à liderança do candidato Cícero Almeida. Em agosto, Almeida, além de líder, apresentava o indicativo de que o pleito poderia ser definido ainda no primeiro turno. Da primeira pesquisa para a nova, Almeida teve uma queda de 3 pontos percentuais. Em agosto, segundo o Ibope, ele tinha 43% da preferência do eleitorado. Os novos dados apontam uma pulverização dos votos do primeiro colocado e dos votos identificados como nulos ou indecisos, além das demais candidaturas. Credibilidade A pesquisa eleitoral serve de orientação para as tendências do processo e suas possibilidades. O seu objetivo não é o de definir o processo antes da votação, mas sim de nortear cenários eleitorais possíveis de acontecer. Para garantir sua credibilidade, o universo de consultados inclui um perfil ampliado do eleitorado. Assim como a primeira consulta (agosto), nesta o Ibope também levou em consideração a realidade econômica dos entrevistados, assim como o seu nível de escolaridade. Foram ouvidas pessoas com renda familiar de até um salário mínimo e ainda as que vivem com mais de dois salários. Quanto ao grau de instrução, o universo dos entrevistados constou de pessoas com apenas o Ensino Fundamental até o superior completo.