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Guia eleitoral vira festival de ataques e direitos de resposta

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GILVAN FERREIRA Ataques, contra-ataques e o uso generalizado de direitos de resposta marcaram ontem a campanha para a Prefeitura de Maceió. À noite, no guia eleitoral, o candidato José Wanderley (PMDB) ocupou horários dos candidatos Cícero Almeida (PDT) e Sextafeira (PSB) e, pela primeira vez, levantou o tom de voz para rebater as acusações feitas pelos dois candidatos. Em relação ao candidato Cícero Almeida (PDT), Wanderley disse que ele o atacou anonimamente porque ?não tinha coragem para assinar as calúnias? que teria feito contra ele, contrariando sua estratégia de não rebater acusações. Já durante o programa de Sextafeira, a apresentadora do programa de Wanderley, usando o direito de resposta da coligação, disse que o candidato do PSB teria atacado a mãe e a esposa de Wanderley. O bate-rebate teve continuidade com o uso do direito de resposta por Cícero Almeida, também no horário de Sextafeira, para se defender das acusações de que estaria usando o sistema público para fazer caridade. Até o deputado e empresário João Lyra (PTB) apareceu no guia eleitoral para rebater acusações feitas pelo candidato José Djalma (PRP). João Lyra disse que é ?usineiro com muita honra? e ?o maior empregador privado do Estado de Alagoas?. Laranjas As acusações mútuas durante o horário gratuito eleitoral ontem à noite confirmaram o clima de acirramento da campanha que já vinha esquentando pela manhã, quando o candidato Cícero Almeida (PDT) disse em entrevista à TV Pajuçara que três dos sete candidatos a prefeito de Maceió são ?laranjas? (?Laranja? é como são chamadas as candidaturas que entram na disputa eleitoral para atacar diretamente um ou mais candidatos, em benefício de uma outra candidatura, em troca de dinheiro ou promessa de cargos). Almeida não citou nomes dos supostos ?laranjas?, mas disse que eles são ?comprados e covardes?. Segundo ele, esses candidatos ?não têm compromisso com os eleitores nem com a população?. ?Nasceu um primeiro laranja; surgiu, se negociou um segundo laranja, e agora vem surgindo outro laranja na eleição de Maceió. Este não tem uma história muito bonita e pode ser desmascarado no Guia Eleitoral?, disse Cícero Almeida. ?São pessoas que prestam um desserviço à população de Maceió. Eles [os laranjas] não têm propostas para a sociedade, são pessoas que não têm história, são covardes que se vendem por dinheiro ou cargos?, atacou o candidato. O candidato a prefeito de Maceió pelo PPS, o ex-deputado federal Regis Cavalcante, concordou com as denúncias de Almeida dizendo que já foi vítima dessa prática na eleição passada. ?Essa é uma prática deplorável e antidemocrática. Infelizmente, ela é comum no PSB, e mais uma vez eles estão utilizando uma candidatura laranja para atacar os adversários?, disse Regis, sem citar nomes. O candidato do PPS disse, ainda, que o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) deveria apurar essas denúncias e, de acordo com a apuração, poderia tirar os candidatos laranjas do ar, distribuindo o tempo de TV e rádio ?para os candidatos que queiram mostrar suas propostas e fazer um debate qualificado?.

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