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Almeida fala em candidatos “laranja” e agita campanha

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GILVAN FERREIRA O candidato do PDT a prefeito de Maceió, Cícero Almeida, afirmou ontem, em entrevista à TV Pajuçara, que existem três candidatos ?laranjas? na campanha eleitoral da capital. Sete nomes disputam a Prefeitura. ?Laranja? é como são chamadas as candidaturas que entram na disputa eleitoral para atacar diretamente um ou mais candidatos, em benefício de uma outra candidatura, em troca de dinheiro ou promessa de cargos. Almeida não citou nomes de supostos ?laranjas?, mas disse que eles são ?comprados e covardes?. Segundo ele, esses candidatos ?não têm compromisso com os eleitores nem com a população?. ?Nasceu um primeiro laranja; surgiu, se negociou um segundo laranja, e agora vem surgindo outro laranja na eleição de Maceió. Este não tem uma história muito bonita e pode ser desmascarado no Guia Eleitoral?, disse Cícero Almeida. ?São pessoas que prestam um desserviço à população de Maceió. Eles [os laranjas] não têm propostas para a sociedade, são pessoas que não têm história, são covardes que se vendem por dinheiro ou cargos?, atacou o candidato. Casos A polêmica sobre a utilização de candidaturas de ?aluguel? ou ?laranjas? apareceu na última eleição para prefeito de Maceió, em 2000. Na época, o candidato a prefeito Regis Cavalcante (PPS) ? que concorre também nesta eleição ? denunciou um suposto acordo entre o deputado federal João Caldas (que também concorria) e a prefeita Kátia Born (PSB), que disputava a reeleição. Regis perdeu aquela eleição para Kátia Born, no segundo turno. ?Antidemocrática? Novamente candidato a prefeito de Maceió pelo PPS, o ex-deputado federal Regis Cavalcante concorda com as críticas do candidato Cícero Almeida. Regis afirmou que a utilização de candidaturas ?laranjas? é uma prática ?deplorável? e que fere a democracia. Regis acusou o PSB de ?utilizar candidatos de aluguel. ?Eu já fui vítima dessa prática na eleição passada, quando usaram um deputado federal desqualificado para me atacar. Essa é uma prática deplorável e antidemocrática. Infelizmente, ela é comum no PSB, e mais uma vez eles estão utilizando uma candidatura laranja para atacar os adversários?, disse Regis, sem citar nomes. O candidato do PPS sugere, ainda, que o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) apure a situação e, se for o caso, tome providências. ?Na minha avaliação, o TRE poderia evitar essa prática tirando esses candidatos laranjas do ar e distribuindo seu tempo de TV e rádio para os candidatos que realmente queiram mostrar suas propostas e fazer um debate qualificado sobre os problemas e soluções para a cidade?, defendeu o candidato. A GAZETA tentou ontem, à tarde e à noite, ouvir o deputado federal João Caldas (PL), acusado por Regis, para ele se pronunciar a respeito. Seus assessores informaram que o deputado estava participando de uma atividade política no povoado de Jussara, em Ibateguara, onde não foi possível comunicação por telefonia móvel (telefone celular).

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