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Cr�ticas de ju�zes irritam presidente do TRE

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ODILON RIOS As declarações do presidente da Associação Alagoana dos Magistrados (Almagis), Fernando Tourinho Filho, dadas ontem à GAZETA, sobre o clima de insegurança nos municípios antes das eleições e da falta de policiamento em algumas cidades, irritaram o presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-AL), desembargador José Fernandes de Hollanda Ferreira. ?A Almagis é uma instituição privada. Quem cuida de eleição é o TSE [Tribunal Superior Eleitoral] e o TRE?, disse. ?Eu viajo aos municípios em um carro desconfortável para conversar com os juízes ?olho no olho?. Uma declaração como esta de Fernando Tourinho aos jornais acaba com a administração do TRE?. Hollanda disse, ainda, que Tourinho Filho ?colocou em xeque? o processo eleitoral no Estado. O presidente do TRE afirmou que hoje vai, durante o julgamento das ações eleitorais no tribunal, falar sobre as declarações de Tourinho e pedir a opinião dos juízes do TRE sobre o assunto. ?Não faremos uma nota de repúdio, mas vamos conversar sobre o que foi publicado nos jornais?, adiantou. O presidente disse que chegou a desmarcar duas viagens para as cidades de Pilar e Capela, onde faria uma visita de rotina aos juízes antes das eleições. Ele disse que o TRE estava redigindo um ofício ao comandante da Polícia Militar (PM), coronel Edmilson Cavalcante, externando apoio ao trabalho da PM no Estado. ?Volto a dizer que as eleições em Alagoas estão tranqüilas?, frisou, afirmando que a preocupação com a segurança se restringe ?a dois ou três juízes?. Sobre a opinião de Tourinho, que disse ter sugerido ao presidente do tribunal uma reunião que aconteceria na sede do 59º Batalhão de Infantaria Motorizada (BIMTz) entre os juízes e a cúpula de segurança pública, Hollanda disse que desconhecia o assunto. ?O que sei é que o comandante do 59º BIMtz [coronel Milton Sills] vai convocar os seis juízes que pediram tropas federais na segunda-feira?. ?Surpreso? Hollanda não quis entrar na polêmica sobre as reclamações de juízes na reunião da segunda-feira, 21, onde os magistrados alertaram para a falta de segurança nas eleições. ?Fiquei surpreso com as declarações dos juízes. Conversei com todos pessoalmente e eles não me disseram nada sobre a falta de policiamento?, afirmou. ?Sou daquela região de Rio Largo, mas confesso que não vejo motivos para que a cidade tenha tropas federais. Tanto é verdade que a juíza não relatou o porquê das tropas?, avaliou, sem querer citar o nome da juíza Marlene Madeiros. ?Em Palmeira dos Índios, o juiz também não me disse o porquê das tropas federais?, continuou, referindo-se desta vez ao juiz Alfredo dos Santos Mesquita. Mesquita também é juiz de Estrela de Alagoas e encaminhou ontem o pedido de tropas federais ao TRE. Mas, para Hollanda, os juízes do tribunal não vão aprovar a solicitação. ?O pedido do juiz não está bem fundamentado, mas, de qualquer forma, os juízes do TRE são soberanos para decidir se enviam ou não as tropas para lá?. Sem falar Na sede do Comando da Polícia Militar, o comandante da PM, coronel Edmilson Cavalcante, evita falar com a imprensa sobre segurança nas eleições. Mas informou, através de sua assessoria, que não havia recebido, até ontem, nenhuma reclamação oficial do TRE ou de juízes alagoanos sobre a situação dos PMs no interior. O desembargador Hollanda disse, porém, que o tribunal enviou vários ofícios à cúpula da segurança pública, onde ?uma minoria de juízes?, como preferiu dizer, reclama da insegurança na campanha eleitoral.

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