Política
Na reta final, candidatos est�o nas ruas na briga pelo voto
MARCOS RODRIGUES A corrida eleitoral, que terá sua primeira etapa decidida no dia 3 de outubro, será marcada pela ?batalha? de cabos eleitorais e fiscais de coligações que vão às ruas em busca de votos. Nas três principais coligações, com chances de irem para um eventual segundo turno, as estratégias já estão montadas. Numericamente, a coligação liderada pelo candidato Alberto Sextafeira (PSB-PT) é a que se apresenta com a possibilidade de colocar mais gente na rua. A expectativa é mobilizar pelo menos 3.200 fiscais para cobrir todas as 1.030 seções que, ao todo, estarão espalhadas em 165 locais de votação. ?Todos eles estão sendo treinados para o trabalho que será desenvolvido no dia da eleição. Entre as pessoas que estarão nas seções, contaremos com fiscais e coordenadores?, explicou o jornalista responsável pela campanha de Sextafeira, Rui França. Ele negou que a ?boca-de- urna? será feita no dia da votação. Segundo França, as informações de que a polícia vai agir ?forte no dia?, mudaram os planos da campanha. ?Analisamos que não compensaria investir muito nessa idéia, por isso estamos mobilizando os vereadores, até porque são eles que conhecem melhor a base em que atuam e têm, naturalmente, maior ligação?, revelou Rui França. Mas o que o jornalista de Sexta não revelou são os detalhes de mobilização dos servidores da Prefeitura e do Estado. Segundo a GAZETA apurou, os responsáveis por órgãos e secretarias passarão toda esta última semana articulando a participação dos funcionários. Secreto A coordenação da campanha do candidato Cícero Almeida (PDT-PTB) preferiu não revelar detalhes de como será a atuação no dia da votação. A única informação é de que serão colocados fiscais em todos os locais de voto. Quanto à ?boca-de-urna?, Almeida também está preocupado com a fiscalização. ?Sabemos que é ilegal e por isso não será um recurso de que lançaremos mão com muita ênfase?, disse Almeida, por intermédio de sua assessoria de imprensa. Ao invés da ?boca-de-urna?, Almeida promete percorrer, com a vice Lourdinha Lyra, todos os locais de votação. ?A idéia é andar pela cidade inteira?, disse. Almeida não soube dar detalhes de como serão os últimos programas eleitorais até o dia 30 de setembro, prazo-limite para a propaganda no rádio e na TV. A decisão final sobre a definição dos fiscais e coordenadores de fiscalização do candidato serão tomada neste fim de semana, num encontro com representantes dos cinco partidos que compõem a coligação. Discreto Se de um lado Almeida opta pelo segredo do seu trabalho, do outro, o candidato José Wanderley (PMDB-PSDB), aposta na discrição para o dia da votação. Segundo Wanderley, o fato de sua candidatura já ter se apresentado de ?maneira diferente para o eleitorado? também será uma estratégia para o dia 3. ?Avalio que as pessoas quando forem votar já terão escolhido o seu candidato. Para aquelas que já escolheram o nosso nome, é porque concordaram com a nossa forma diferente de fazer campanha. Então, manteremos o mesmo critério para o dia da eleição?, considerou Wanderley. Ele acredita que os seus fiscais serão voluntários e essas pessoas já vêm trabalhando na campanha. Sua estratégia é a convocação ?espontânea das pessoas?, que têm demonstrado interesse por sua candidatura. Em seu Guia Eleitoral, o candidato do PMDB já anunciou a convocação dos ?voluntários?, para o dia da votação. Fragilidade De alguma forma, os candidatos, mesmo tentando demonstrar tranqüilidade, estão preocupados com a articulação dos fiscais. No comitê do candidato Alberto Sextafeira, por exemplo, a questão é eliminar as divergências provocadas pela mudança na coordenação da campanha. É que com a entrada do deputado federal Givaldo Carimbão na coordenação da campanha, vários compromissos firmados pelo ex-coordenador, Francisco Beltrão, deixaram de ser cumpridos, principalmente os que envolvem os candidatos dos chamados partidos nanicos. Do lado do PMDB, a preocupação é com a fiscalização no dia do pleito. O detalhe é que os ?voluntários? não serão pagos como as demais candidaturas. Almeida, que ainda pretende ganhar o pleito no primeiro turno, aposta não só na fiscalização, mas no ?arrastão? que poderá promover no dia da votação. Em princípio, o maior investimento será na periferia.