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MPF decide sobre novos passos no Caso Cefet

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GILVAN FERREIRA O Ministério Público (MP) Federal decide até a próxima quinta-feira se vai pedir novas investigações no processo que investiga o suposto envolvimento do diretor do Centro Federal de Educação Tecnológica (Cefet), Mário César Jucá, em crimes de falsidade ideológica, prevaricação e improbidade administrativa. O inquérito criminal que apura os supostos crimes praticados pelo diretor Mário César Jucá foi encaminhado na última sexta-feira à Justiça Federal e também cita a esposa de Jucá, Maria Augusta Jucá, por crime de falsidade ideológica. O juiz da 4ª Vara Federal, Sebastião José Vasques, encaminhou o inquérito ao Ministério Público Federal, que tem prazo de três dias para oferecer parecer sobre as conclusões do inquérito, presidido pelo delegado federal Joacir Avelino. O delegado Avelino apurou a denúncia de irregularidades no concurso público, realizado em 1993 na antiga Escola Técnica Federal de Alagoas (Etfal), atual Centro Federal de Educação Tecnológica (Cefet) ? vinculado ao Ministério da Educação, para o cargo de odontólogo. Jucá é acusado de beneficiar a esposa, que concorria a uma das vagas de odontólogo. Na época, Mário Jucá ocupava o cargo de vice-diretor-geral do Cefet e assumiu a presidência da comissão do concurso público, mas, segundo ele, deixou a comissão três dias antes da realização das provas. Sua esposa foi aprovada em primeiro lugar. Investigações Durante as investigações, o delegado Joacir Avelino comprovou, com ajuda de peritos da Polícia Federal (PF), que a portaria teria sido fraudada. A principal prova é que a portaria tem o mesmo número de uma outra, número 245/93, que autoriza um funcionário do Cefet a assinar convênios com uma instituição financeira. As duas portarias foram assinadas pelo então diretor-geral do Cefet, Alberto Sextafeira. A PF também conseguiu depoimentos que comprovariam que Mário César Jucá recebeu os cadernos de provas e acompanhou a aplicação dos testes, como presidente da comissão. O delegado Avelino investigou a documentação apresentada pela esposa de Mário Jucá, Maria Augusta Jucá, para a inscrição no concurso público. O delegado Avelino apresentou provas de que, para se inscrever, Maria Augusta usou documentação com nome de solteira: Maria Augusta Lima. Esse procedimento indicaria uma suposta manobra da esposa de Mário Jucá para evitar que seu nome fosse ligado ao do marido. Segundo o delegado Avelino, o Ministério Público deve pedir novas investigações sobre o caso e determinar que as pessoas citadas no inquérito sejam ouvidas. As denúncias foram feitas à Polícia Federal, Ministério Público Federal e Controladoria Geral da União (CGU), pela odontóloga Sueli Machado, 2ª colocada no concurso. Ela diz que não pediu a anulação das provas, mas uma investigação para apurar a suposta ?manipulação? do concurso para favorecer a esposa do diretor Jucá.

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