Política
PF tem mais de 100 casos de crime eleitoral
GILVAN FERREIRA O número de denúncias envolvendo a prática de crime eleitoral cresceu cerca de 100% nos últimos dias em Alagoas. A informação foi repassada pelo delegado-executivo da Polícia Federal (PF), Arivaldo Marques. Segundo Arivaldo Marques, os oito delegados já abriram mais de 100 procedimentos investigativos, encaminhados pelos juízes eleitorais ou denúncias apresentadas à PF. Ontem, ele informou que recebeu mais 50 denúncias de crime eleitoral, que serão investigadas pelas equipes da Supe-rintendência da Polícia Federal em Alagoas. O delegado Marques afirma que não há ?casos especiais? e considera que são considerados dentro da rotina normal do trabalho da PF. Cestas básicas Arivaldo Marques disse que ainda não recebeu nenhum pedido de investigação para apurar a suposta prática de crime eleitoral envolvendo as prefeituras de Inhapi e Canapi. Há 15 dias, policiais militares aprenderam dois caminhões com cerca de 24 toneladas de alimentos, avaliadas em mais de R$ 30 mil, que seriam distribuídas nas cidades de Canapi e Inhapi. A carga foi apreendida em Santana do Ipanema e levada para um depósito do governo do Estado naquele município. A carga foi apreendida por ordem do juiz eleitoral de Santana do Ipanema, Galdino Amorim, que determinou a abertura de inquérito policial para apurar a suposta prática de crime eleitoral. Em depoimento ao delegado da Polícia Civil, Ailton Prazeres, o secretário de Administração de Canapi, Carlos Gilberto Lira Filho, confirmou que a prefeitura tinha adquirido os alimentos para distribuição entre famílias carentes do município. Ele negou que as cestas básicas seriam utilizadas como troca de votos com os eleitores de Canapi. A GAZETA apurou que a polícia tem encontrado dificuldades para enquadrar os responsáveis pelo suposto crime eleitoral. ?O procedimento mais correto seria deixar que os caminhões seguissem até o local da entrega das cestas básicas, para que fosse feito o flagrante. Como a carga tem nota fiscal e não apresenta nenhuma irregularidade, aparentemente, ficará mais difícil encontrar provas de crime eleitoral?, reclamou um dos policiais que participam das investigações em Santana do Ipanema. PF de fora Segundo o delegado Marques, até ontem a Polícia Federal não tinha sido informada oficialmente sobre o caso. ?Ainda não recebemos nenhum pedido de investigação sobre esse caso, não temos nada de oficial do juiz eleitoral de Santana do Ipanema. Atualmente, estamos investigando todas as denúncias que envolvem crime eleitoral?, disse.