Política
TRE afasta dois ju�zes das elei��es municipais
ODILON RIOS Dois juízes eleitorais (Gilvan de Oliveira Santana e Alfredo dos Santos Mesquita) estão fora das eleições municipais, por decisão do Tribunal Regional Eleitoral (TRE). O tribunal acatou pedido de coligações partidárias que acusam os juízes de beneficiar candidatos nos municípios em que trabalhavam até ontem. Gilvan de Oliveira era juiz de Flexeiras; Alfredo Mesquita seria o responsável pelo processo eleitoral em Palmeira dos Índios. Pelas mesmas razões, os juízes José Braga Neto (São José da Laje) e Marlene Madeiros (Rio Largo) estão prestes a ser julgados pelos juízes do TRE e também podem ser afastados das eleições em suas cidades. Ontem, o juiz afastado de Flexeiras, Gilvan de Oliveira, não foi localizado pela GAZETA. ?Não se trata de duvidar da idoneidade do juiz. Ele está sendo afastado de Flexeiras porque existe um litígio judicial entre ele e uma candidata à prefeitura, que vem de antes das eleições?, disse o presidente do TRE, desembargador José Fernandes de Hollanda Ferreira. O pedido de afastamento é uma Ação de Exceção de Suspeição, ou seja, quando se acredita que o juiz tem alguma ligação com uma das partes que disputam as eleições ? e isso estaria prejudicando o processo político na região. Desafio No TRE, o assunto é tratado de maneira cuidadosa. Segundo uma fonte do tribunal, ?os juízes estão desafiando os coronéis das cidades. Isso gera a ira destas pessoas?. Um caso citado pelo integrante do TRE foi o do juiz de São José da Laje, José Braga Neto, que, há um mês, suspendeu os comícios de dois candidatos que disputam a Prefeitura de Ibateguara, também sob sua responsabilidade. O afastamento do juiz da eleição foi pedido pela candidata Eudócia Caldas (PL), esposa do deputado federal João Caldas (PL). Braga Neto não foi encontrado ontem pela GAZETA para falar a respeito. O juiz afastado de Palmeira dos Índios, Alfredo Mesquita, é acusado de beneficiar a candidatura do prefeito Albérico Cordeiro. Mesquita também não foi encontrado. A juíza de Rio Largo, Marlene Madeiros, também possui uma ação de suspeição movida por um candidato em Santa Luzia do Norte, que pertence à zona eleitoral de Rio Largo. A assessoria da juíza informou que não sabia explicar o motivo da ação.