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Nº 5756
Política

MULHER É SUSPEITA DE APLICAR GOLPE DO FALSO EMPREGO NA SESAU Suspeita

A denúncia de um golpe, que pode ter faturado cerca de R$ 1,5 milhão, sob a falsa promessa de emprego no âmbito na Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), foi levada ao conhecimento da Polícia Civil (PC) no começo desta semana. Vítimas do suposto estelio

Por Da Redação | Edição do dia 20/07/2022 - Matéria atualizada em 20/07/2022 às 04h00

A denúncia de um golpe, que pode ter faturado cerca de R$ 1,5 milhão, sob a falsa promessa de emprego no âmbito na Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), foi levada ao conhecimento da Polícia Civil (PC) no começo desta semana. Vítimas do suposto estelionato cometido por uma mulher que se dizia funcionária do setor de Recursos Humanos da pasta registraram um boletim de ocorrência no 2º Distrito Policial (DP) e prometem ir ao Ministério Público de Alagoas (MPAL) também. Eles acusam Ana Raffaela Berto, que foi candidata a vereadora no município de Mar Vermelho, no pleito de 2020, mas só recebeu 107 votos e não foi eleita. A mulher é suspeita de enganar centenas de pessoas prometendo vagas de emprego em hospitais construídos pelo governo do Estado. Para ganhar a confiança de todos, usava o nome do ex-secretário de Saúde, Alexandre Ayres, com quem aparece em uma foto nas redes sociais, anunciando parcerias. Segundo os denunciantes, Ana Raffaela pedia dinheiro dos possíveis beneficiários sob a alegação de que os valores seriam usados para custear exames de admissão dos futuros contratados, além de consultas com psicólogos e falsas palestras. Famílias inteiras teriam caído nesta armadilha, chegando a pagar quase R$ 50 mil ao esquema. “Eu perdi 2 mil reais, mas tem gente que perdeu cinco. Teve gente que entrou com a família que tinha 5, 6 pessoas, e pagaram entre 20 e 48 mil reais”, revelou uma das supostas vítimas do golpe, que não quis se identificar, durante entrevista à TV Farol. Ana Rafaela Berto, de acordo com a denúncia, afirmava trabalhar no setor de Recursos Humanos da Secretaria Estadual de Saúde e sempre mostrava um documento carimbado por ela. O contato inicial acontecia em uma das salas de um prédio comercial no bairro de Mangabeiras, em Maceió. Lá, eram definidos os cargos e o local de trabalho. O pagamento - que variava entre R$ 1.500 e R$ 3.000 - era feito de imediato. Rubens Cunha resolveu falar e disse que perdeu R$ 27 mil neste esquema. Pagou este dinheiro sob a promessa de que teria emprego para ele e para os parentes no Hospital da Mulher. “Nós éramos em torno de oito pessoas, e fora quem a gente indicou, mas o prejuízo lá em casa chega a R$ 27,5 mil”, afirmou.

O suposto esquema era muito bem arquitetado, que não levantou suspeita. Na ficha de cadastro dos servidores, constava a logomarca dos hospitais do governo de Alagoas. Tinha até escala de transporte pronta para levar os contratados para o trabalho. Além disso, segundo seu Rubens, a todo momento, Ana Rafaela Berto usava o nome do ex-secretário de saúde de Alagoas, Alexandre Ayres, o que dava ainda mais credibilidade à promessa de emprego.

“O nome dele é citado toda hora, todo instante. Até na hora do preenchimento das fichas lá citava o nome dele. Tinha carimbo da Sesau do cargo ocupado pela Ana lá na secretaria até o governo anterior”. O ex-secretário aparece em uma foto junto com a Ana Rafaela Berto no perfil dela no Instagram. A publicação é de agosto de 2021 e anunciava parceria para o Instituto de Ana Rafaela, que funcionava no município de Mar Vermelho. No Instituto, todo equipado, eram ofertados atendimentos das mais diversas especialidades. “A instituição foi ele que fundou, o Alexandre Ayres, e ficamos sabendo agora que ela era cabo eleitoral dele. Aí fica difícil a gente acreditar que ele não está por trás desse negócio. Que seja provada a inocência de quem não deve”, diz Rubens Cunha. Na semana passada, Alexandre Ayres denunciou, em sua página no Instagram, que havia gente mal intencionada usando o nome dele indevidamente para obter e oferecer benefícios e lícitos. E, como os empregos nunca passaram de promessa, os trabalhadores concluíram que foram vítimas de um golpe. “Na quinta-feira, ela [Ana Raffaela] desativou o WhatsApp e não falou com mais ninguém. O Instituto já fechou depois que a bomba estourou, que não existe trabalho nenhum para ninguém na verdade. Ela se evadiu do local e ninguém sabe onde ela está. As pessoas que trabalhavam com ela também sumiram”, disse outra vítima. Ana Rafaela Berto, segundo os denunciantes, está foragida. Nas redes sociais, ela se apresenta como uma pessoa íntegra e verdadeira, com nome limpo. Ela não foi encontrada para se posicionar acerca da denúncia.

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