Política
Candidatos partem para o ataque no �ltimo debate
MARCOS RODRIGUES O segundo debate com os cinco candidatos que disputam a Prefeitura de Maceió não conseguiu fugir ao clima dos ?ataques? do guia eleitoral. Como era esperado, Alberto Sextafeira (PSB-PT), Cícero Almeida (PDT-PTB) e José Wanderley (PMDB-PSDB) mantiveram as estratégias de relebrar ?pontos fracos? um dos outros. O vice-prefeito Alberto Sextafeira se referiu ao médico José Wanderley como representante do ?passado?. Sua gestão como secretário estadual de Saúde não escapou ao discurso de Sexta. Isso, porém, motivou o candidato peemedebista a devolver a crítica no mesmo tom. Segundo Wanderley, sua gestão abriu hospitais e aumentou o número de leitos. Para o candidato Cícero Almeida, Sextafeira reproduziu o texto que vinha sendo exibido na TV, no qual se referia a ele como representante ?das forças do atraso?, além de ser apoiado pelos ?maus usineiros?. Almeida rebateu as críticas questionando a popularidade do candidato governista ?na periferia?. O eixo escolhido foi quanto aos atendimentos na área de saúde. Ao tocar neste assunto, Almeida disse que ?só presta serviços nessa área porque está faltando atendimento?. Como questionamento, Almeida relembrou os investimentos enviados pelo governo federal. A cifra apresentada foi de R$ 390 milhões. ?Onde estão os resultados desses recursos??, indagou o candidato. Sobre o apoio que recebe de seu principal padrinho, o empresário e deputado João Lyra (PTB), ele disse ?que só conta com o seu apoio porque é honesto e trabalhador?. Atividade Almeida também não escapou das críticas de Wanderley sobre o mandato de vereador que não concluiu, e o de deputado, que deixará caso seja eleito. O candidato do PPS, Regis Cavalcante, não só criticou a gestão da prefeita Kátia Born (PSB), como ironizou a expressão de Sexta quanto aos ?maus usineiros?. Segundo Regis, o ?secretário de Finanças da prefeitura é um usineiro?, disse o candidato. Nesse momento, também sobrou para Wanderley, que, segundo o candidato, ?conta com o apoio do senador Téo Vilela, que também é usineiro?. Regis, assim como Ildo, procurou manter o discurso de independência. Os dois não tiveram confrontos diretos com os líderes nas pesquisas, mas não deixaram de, em suas respostas, se referirem à gestão municipal. Essa estratégia obrigou o candidato Alberto Sextafeira a admitir falhas na administração municipal, ao mesmo tempo em que usou outra bandeira de campanha, a de que ?os erros existem, mas sou capaz de resolvê-los, por ter experiência?. Promessa A linha que Sextafeira e Cícero adotaram, principalmente no final do debate, já havia sido declarada na chegada dos candidatos. Sextafeira, ao ser indagado sobre qual estratégia adotaria, admitiu que falaria de propostas, mas considerava importante ?mostrar a vida de cada candidato?. Almeida também avisou que falaria de seu programa de governo, porém ?se voltarem a tocar o que já exploraram na TV, vou rebater?. Isso ficou mais evidente no final do debate, quando a organização teve, inclusive, que conceder direito de resposta para ambos. Sextafeira foi punido por se referir aos processos citados ?na imprensa? contra o candidato. Em seu direito de resposta, Almeida atribuiu os processos a sua atividade como repórter policial. Almeida, entretanto, ao se referir ao candidato do PSB, afirmou que ele utilizou candidatos ?laranjas? para ?invadir? sua vida pessoal. Nesse momento, ele se referiu ao candidato do PRP, José Djalma, que não estava participando do debate. Por isso, Sextafeira teve também direito de resposta. Sem cumprimentos Por conta do clima entre Cícero Almeida e Alberto Sextafeira, ao final do debate eles não chegaram a se cumprimentar. Cada um fez sua análise do debate. Sexta manteve o seu discurso de que ?sem dúvida? estará no 2º turno, enquanto Almeida avaliou que sua participação o consolidou como vencedor no dia três.