Política
Juiz amea�a prender prefeita de Pia�abu�u
GILVAN FERREIRA A prefeita de Piaçabuçu e candidata à reeleição, Lúcia Marinho (PSDB), foi ameaçada de prisão pelo juiz do município, Maurício Breda, caso ela realizasse uma carretada prevista para a tarde de ontem. O juiz alegou que a realização de carreata quebrava um acordo prévio que existiria entre as três coligações que concorrem à Prefeitura. A prefeita nega o acordo. ?Esse acordo nunca existiu?, disse Lúcia Marinho. A candidata à reeleição disse que tinha agendado uma carreata até o bairro de Paciência, onde encerraria sua campanha em Piacabuçu, mas a decisão do magistrado impediu seus planos eleitorais. A prefeita procurou o juiz e tentou convencê-lo de que não estaria infringindo nenhum dos artigos da Lei Eleitoral, mas não conseguiu mudar a decisão de Maurício Breda. Ele proibiu até a realização de uma caminhada de Lúcia Marinho. Polícia na porta No final da tarde de ontem, para garantir que sua decisão fosse cumprida, o juiz Breda pediu que policiais militares montassem vigilância em frente à casa da prefeita, para evitar que ela realizasse a carreata ou a caminhada. A prefeita afirmou que estranhava a decisão do juiz e considerou que o fato a colocava em ?cárcere privado?, pois não tinha alternativa para sair da sua residência. A prefeita disse também que temia um confronto entre os seus eleitores e os policiais militares. ?A decisão do juiz Maurício Breda me colocou em cárcere privado; ele colocou uns quatro policiais militares na minha porta para proibir que eu realizasse a carreata ou a caminhada?, disse. ?O meu receio era que, se eu saísse, acontecesse um incidente entre os meus eleitores e os policiais militares, que diziam que tinham ordem para prender quem descumprisse a decisão do juiz, que eu considerei equivocada?, acrescentou. Recurso Os advogados da prefeita Lúcia Marinho entraram com ação na Corregedoria do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) para rever a decisão do juiz Maurício Breda, que também proibiu o acesso de veículos, no dia da eleição, ao centro de Piacabuçu. Um dos advogados, Márcio Guedes, disse que ?o juiz Breda extrapolou os limites da sua autoridade? ao proibir a atividade política de Lúcia Marinho.