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Política

SINTEAL COBRA POLÍTICA DE ESTADO NA EDUCAÇÃO PARA VENCER DESIGUALDADE

Presidente da entidade lamenta falta de investimentos em novas tecnologias para alunos e professores das escolas públicas

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Imagem ilustrativa da imagem SINTEAL COBRA POLÍTICA DE ESTADO NA EDUCAÇÃO PARA VENCER DESIGUALDADE

A Organização das Nações Unidas, o Unicef, o Ministério da Educação e entidades que defendem o ensino público afirmam que a redução da violência, a melhora no perfil socioeconômico e a superação de problemas na saúde pública de países em desenvolvimento como o Brasil e nos estados com os piores indicadores sociais como Alagoas, o caminho eficiente é com investimentos na educação pública.

A presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Educação (Sinteal), Maria Consuelo, na entrevista exclusiva ao programa Conjuntura da TV Mar, afirmou que “o achatamento salarial, a inflação em alta e o desemprego levaram os filhos da classe média de volta para a escola pública e lá crianças e adolescentes encontram estabelecimentos carentes de infraestrutura, ferramentas tecnológicas e até água potável”. Consuelo lembrou que 20% das escolas precisam de internet eficiente, melhorar o programa de ensino integral, equipamentos para professores e 175 mil alunos, banheiros e quadras esportivas. O governador-tampão, Paulo Dantas (MDB), mantém o programa que destinará R$ 220 milhões para professores e alunos que retornarem às salas de aula, frequentarem mensalmente e concluir o ensino médio. Porém, deputados como Jó Pereira (MDB) cobram política de Estado para a educação pública e afirmam que a distribuição de dinheiro é uma estratégia eleitoreira.

A presidente do Sinteal diz concordar com a crítica. Na entrevista ao Programa Conjuntura, ela cobrou também uma política de Estado para melhorar a qualidade do ensino e reanimar os trabalhadores e estudantes das escolas públicas estaduais e municipais.

Alagoas é líder em analfabetismo, com 440 mil jovens acima de 15 anos (17,1% do total) sem saber ler nem escrever, atesta o IBGE. A maioria das 175 mil crianças e adolescentes matriculadas nas 350 escolas enfrenta o desestímulo por falta de atrativos e de atividades motivacionais no ensino público. Uma realidade bem diferente da mostrada na propaganda. De acordo com os números da Secretaria de Estado da Educação, 35 mil alunos matriculados não retornaram às aulas presenciais no ano passado. O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) diz que a evasão escolar foi muito maior e atingiu 124.106 crianças e adolescentes das escolas públicas estaduais e municipais, no período da pandemia. Soma-se a isso o fato de Alagoas liderar a triste estatística nacional de analfabetismo. A Seduc reconhece os elevados números de analfabetismo e de evasão escolar do Estado. Para resgatar os alunos fora da escola, adotou ações de busca ativa e prometeu distribuir R$ 220 milhões. O governo estadual admite que a evasão escolar chegou a 33 mil estudantes e com o programa de incentivo e bolsas financeiras conseguiu resgatar 65% ou seja 22 mil alunos que voltaram a se matricular. Mesmo assim, continua entre os estados com os piores indicadores na educação pública. O atual modelo de ensino público estadual oferece R$ 1,5 mil para alunos que voltarem às salas de aula, quem concluir o ensino médico ganha bolsa de R$ 2 mil, quem frequentar 75% das aulas recebe R$ 100 e para o professor que apresentar resultado na busca ativa e garantir resultados no combate a evasão escolar também ganha R$ 1,5 mil.

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A presidente do Sinteal explicou que a Educação é uma ferramenta importante para qualquer País, estados e municípios modificar o quadro perverso do analfabetismo, das desigualdades sociais e estabelecer um novo perfil de desenvolvimento. Admitiu que houve pequenos avanços. Observou, porém, a necessidade da execução de uma política perene para modificar principalmente os números negativos.

Ela avaliou que o programa de incentivo financeiro para manter estudante na escola e melhorar o rendimento dos trabalhadores [professores] tem que estar aliado a um programa efetivo e de estado para o setor. Ao justificar disse que há estudantes arrimos de família que abandonaram a sala de aula pela necessidade de trabalhar e ajudar na renda familiar. “Por isso, neste momento essa renda ofertada em forma de bolsa ajudará estes alunos a permanecer na escola, ao mesmo tempo ajuda as famílias e anima a economia em todos os sentidos. Contudo, é preciso equipar as escolas com ferramentas de ensino deste novo momento”.

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