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ODILON RIOS Eleições tranqüilas em Alagoas. Essa foi a frase da cúpula da segurança pública do Estado. Representantes das polícias Militar, Civil e Federal, do Exército e da Secretaria de Defesa Social deram uma entrevista coletiva ontem, na sede da Academia da Polícia Militar (PM), no Trapiche da Barra, e disseram que o dia 3 de outubro não houve grandes incidentes, principalmente nas seis cidades que tiveram o Exército no dia da eleição. Nos números da polícia, foram registrados 18 flagrantes de crime eleitoral, todos no interior, e a abertura de 24 Termos de Ocorrência para a apuração destes casos. Uma das situações que chamaram a atenção foram alguns homens de Pernambuco, presos em Maceió no dia da eleição, que estavam vestidos como fiscais do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-AL). Cada um teria recebido R$ 60 de um candidato a prefeito em Maceió, e mais alimentação e transporte. Apesar de tranqüilas, as eleições em Alagoas não deixaram de registrar casos fora do comum, como o delegado da Polícia Civil, da cidade de Paripueira, Geraldo Carvalho, que foi afastado das funções no município sob a acusação de que estaria na casa do prefeito da cidade, Henrique Manso, dois dias antes das eleições. Manso ganhou a votação na cidade. O caso está sendo investigado na Corregedoria da Polícia Civil. Outro caso foi o incêndio na cidade de Rio Largo, um dia após a votação, na Secretaria de Finanças. Mas, segundo o comandante do Corpo de Bombeiros, Jadir Ferreira, é cedo para se falar que o caso tenha a ver com as eleições. Outros dois incidentes, também curiosos: um tumulto, controlado pela polícia, na Escola D. Otávio Aguiar, no Benedito Bentes, e a falta de almoço dos primeiro e quinto batalhões, no interior. ?Estamos apurando as responsabilidades sobre o caso?, disse o comandante da Polícia Militar, coronel Edmilson Cavalcante, que traça a estratégia para as eleições na capital. ?O contingente será menor?, afirmou Cavalcante, sem adiantar números exatos do esquema para o dia da eleição no segundo turno da capital.

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