Política
Texto para o olho ou destaque em itálico e colorido ou cinza 60% arquivo ga Dos 2,3 milhões de eleitores alagoanos, quase 400 mil se enquadram na categoria do voto facultativo ESTE ANO, QUASE 17% DOS ELEITORES DE AL NÃO SÃO OBRIGADOS A VOTAR Índice está acima da média nacional; voto é opcional para analfabetos e pessoas com 70 anos ou mais ANNA CLÁUDIA ALMEIDA REPÓRTER O percentual de eleitores que não são obrigados a comparecer às urnas em 2022, em Alagoas, chega a quase 17%. Os dados são do
Texto para o olho ou destaque em itálico e colorido ou cinza 60%
arquivo ga
Dos 2,3 milhões de eleitores alagoanos, quase 400 mil se enquadram na categoria do voto facultativo
ESTE ANO, QUASE 17% DOS ELEITORES DE AL NÃO SÃO OBRIGADOS A VOTAR
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Índice está acima da média nacional; voto é opcional para analfabetos e pessoas com 70 anos ou mais
ANNA CLÁUDIA ALMEIDA
REPÓRTER
O percentual de eleitores que não são obrigados a comparecer às urnas em 2022, em Alagoas, chega a quase 17%. Os dados são do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e mostram que o estado tem um alto eleitorado com voto facultativo, ficando acima da média nacional. O eleitorado em Alagoas, para este ano, é de 2.325.656. Deste número, 392.810 pessoas se enquadram no perfil do voto facultativo. De acordo com a Constituição, o voto é opcional para os analfabetos, os eleitores com 16 ou 17 anos e aqueles que têm 70 anos ou mais. Estes cidadãos não precisam se registrar e, caso o façam, seu voto não é obrigatório. Nas eleições de 2022, o total de eleitores no Brasil registrados que não são obrigados a votar é de 20,9 milhões, o que representa 13,4% do eleitorado total. O percentual deste ano é o maior registrado em eleições nacionais desde 2002, quando foi de 13,5%.
A cientista política Luciana Santana analisa como positivo e importante o crescimento do voto facultativo em Alagoas. “Acredito que isso tem alguns indicativos que não podem ser desconsiderados que é a vontade de participar do processo eleitoral deste ano. Isso signfica que mesmo estando num cenário mais acirrado e polarizado que acaba potencializando a vontade do eleitor a ajudar a decidir”.
Ela lembra ainda das importantes campanhas promovidas incentivando o voto. “Essas campanhas que trouxeram um incentivo ao voto dos adolescentes acabou tendo um efeito positivo. Então, tanto a direita quanto a esquerda tiveram essas ações incentivando esse processo e o próprio TSE, que fez uma campanha propositiva de ações para que adolescente tirassem o título de eleitor”, acrescentou.
DADOS DO BRASIL
No Brasil, a proporção do voto facultativo voltou a subir em 2022 pela primeira vez em vinte anos, revertendo uma tendência de queda nas últimas disputas presidenciais. Não é possível fazer uma análise anterior a 2002 por falta de informações precisas na base de dados sobre o grau de escolaridade dos eleitores. Embora a taxa de eleitores analfabetos esteja diminuindo no país, ela é compensada pelo maior número de idosos - devido ao envelhecimento da população - e pelo aumento recorde de jovens que buscaram tirar o título.
A maioria dos eleitores com voto facultativo no país é formada pelos idosos com mais de 70 anos: são 14,8 milhões (9,5% do total do eleitorado). Os analfabetos vêm na sequência com 3,9 milhões (2,5%); e depois os jovens de 16 e 17 anos, com 2,1 milhão (1,3%).
A taxa de eleitores analfabetos vem caindo expressivamente nas últimas eleições, fenômeno que pode ser explicado em parte pelo processo de cadastramento biométrico, iniciado pelo TSE em 2008. Durante o cadastro das digitais, as informações dos eleitores - como grau de escolaridade - são atualizados no sistema. Se uma pessoa era analfabeta quando tirou seu título de eleitor há 20 anos, por exemplo, mas já se alfabetizou durante esse período, ela ainda constava como analfabeta no sistema antes da atualização. Em 2018, esse percentual de biometria era de 50% das pessoas aptas a votar. Em 2022, a taxa de eleitores com cadastro biométrico já atingiu 75,5%. A queda do número de eleitores analfabetos foi mais do que compensada pelo aumento dos idosos e dos jovens com menos de 18 anos.