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Lessa n�o desiste de Regis e prefeitos do PT ap�iam Sexta

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MARCOS RODRIGUES O primeiro dia do governador Ronaldo Lessa (PSB) como principal coordenador da campanha do candidato Alberto Sextafeira (PSB-PT) no segundo turno serviu para ele demonstrar que não desistiu do apoio do candidato derrotado do PPS, Regis Cavalcante, que obteve cerca de 30 mil votos no primeiro turno. A reação do governador, ontem, no Palácio Floriano Peixoto, foi por conta das informações de que, em nível nacional, o PPS está optando pelo apoio aos candidatos do PDT. Tudo que Lessa não quer é ver Regis Cavalcante alimentando o discurso do candidato Cícero Almeida (PDT-PTB). Ao confirmar seu papel na construção das alianças para o segundo turno, o governador disse que conversaria com Regis ainda ontem. ?Eu vou conversar com o Regis. Até o momento, o próprio candidato não comentou nada sobre o apoio ao candidato do PDT?, disse o governador. Não confirmada A reunião divulgada pelo governador, que ele teria com Regis, não foi confirmada pelo candidato derrotado do PPS. Segundo Regis, seu partido, em Brasília, optou como indicação o apoio ao PDT, mas ele não confirmou que estará no palanque de Cícero Almeida. ?Sobre nossa decisão local, ela sairá depois que discutirmos internamente. Quanto ao governador, até o momento não existiu contato algum. Já a nossa posição será anunciada na sexta-feira [amanhã]?, afirmou Regis, sem colocar obstáculos para o encontro. Equação Uma equação igualmente difícil para o governador resolver é a que envolve a reaproximação dos senadores Téo Vilela (PSDB) e Renan Calheiros (PMDB), que apoiaram o candidato José Wanderley, terceiro colocado, com quase 68 mil votos ? mais que o dobro de Regis. O encontro com os dois senadores e o ex-candidato, segundo o governador, ocorrerá no fim de semana. ?Nosso discurso será o de defesa da continuidade do projeto?, disse o governador. ?Vou lutar pelo nosso candidato porque é nele que eu acredito. E vale lembrar que em nenhum momento fiz ataques ao Wanderley nem ao Cícero. Não vou trabalhar com máquina?. Como estratégia, Lessa quer mostrar aos aliados que se afastaram no primeiro turno ?que o Sextafeira é diferente da Kátia e do Ronaldo?. É possível que o obstáculo seja o tucano Téo Vilela. O fato de seu partido ter saído da eleição como o principal opositor do PT fortalece o posicionamento tucano de permanecer fora do governo. Essa tendência é defendida por assessores ligados ao senador. Obstáculos Para o ex-coordenador geral da campanha de Sexta, deputado Givaldo Carimbão (PSB), não existem obstáculos para o apoio do PSDB. Ele acredita que o ?contexto local? aproxime o senador Vilela. Carimbão confirmou que o PT nacional está sendo mobilizado para enviar prefeitos eleitos do partido e também ministros para reforçar a campanha de Sextafeira. ?Já pedi apoio ao Marcelo Déda [Aracaju] e ao João Paulo [Recife]. Até a ministra do Meio Ambiente [Marina Silva] poderá vir a Maceió?, adiantou.

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