Política
OAB REGISTRA 4 DENÚNCIAS DE INJÚRIA RACIAL E 3 DE INTOLERÂNCIA RELIGIOSA NO SEMESTRE DIVULGAÇÃO Pedro Gomes diz que denúncias recebidas pela comissão não retratam a realidade GREYCE BERNARDINO REPÓRTER A Comissão de Promoção da Igualdade Racial da Ordem dos Advogados do Brasil em Alagoas (OAB/AL) registrou quatro denúncias de injúria racial e três casos de intolerância religiosa no primeiro semestre de 2022. As informações dão conta de que os casos ocorreram em ambientes cibernéticos e em um cen
A Comissão de Promoção da Igualdade Racial da Ordem dos Advogados do Brasil em Alagoas (OAB/AL) registrou quatro denúncias de injúria racial e três casos de intolerância religiosa no primeiro semestre de 2022. As informações dão conta de que os casos ocorreram em ambientes cibernéticos e em um centro de educação.
O secretário geral da Comissão de Promoção da Igualdade Racial da OAB/AL, Pedro Gomes, explicou que apesar dos números não serem expressivos, há uma preocupação quanto a prática do preconceito, que, infelizmente, ainda é registrada no Estado de Alagoas.
Ele fala também que as denúncias recebidas na OAB/AL não retratam a realidade, visto que denúncias podem ser feitas em delegacias, o que aumenta o número de casos em Alagoas, mas que pouco é divulgado.
“O número de denúncias não retrata a realidade, pois, há quem queira fazer sua denúncia diretamente na polícia, sem a intervenção da OAB”, reforçou.
“Quando descobrimos os casos, sejam por pessoas que procuram a Ordem ou por meio da imprensa, a gente entra em contato com a pessoa e tenta fazer com que o crime seja esclarecido o mais rápido possível. E quando o caso vem diretamente para a OAB, nós fazemos praticamente a mesma coisa. Recebemos a denúncia e, em seguida, fazemos o encaminhamento do que essa pessoa tem que fazer. Diante do que ela nos conta, nós fazemos o encaminhamento para buscar punição para a pessoa responsável ou instituição”, explicou Pedro, quando perguntando como a OAB atua nas ocorrências.
O perfil das vítimas que denunciaram as ocorrências não é divulgado pela Ordem, mas Pedro conta que pessoas de todas as idades sofrem preconceito em Alagoas.
“O perfil é bem variado. Temos casos de estudantes, jovens, homens e mulheres. Temos também casos de pessoas de mais idade, que, normalmente, são pessoas de matriz africana”, falou.
O assunto sobre racismo ganhou uma repercussão maior nos últimos dias após os filhos adotivos dos atores brasileiros Giovanna Ewbank e Bruno Gagliasso sofrerem preconceito em um restaurante em Portugal, onde a família passa férias. O casal abriu queixa formal contra mulher que, segundo a polícia, estava alcoolizada e xingou os filhos dos atores.