Política
Regis declara apoio a Almeida no segundo turno em Macei�
MARCOS RODRIGUES O ex-candidato Regis Cavalcante (PPS), quarto colocado na corrida pela sucessão em Maceió, vai apoiar, no 2o turno da eleição, o candidato Cícero Almeida (PDT-PTB). Ontem, Regis assumiu, em entrevista coletiva na sede de seu partido, o que já circulava nos bastidores políticos desde o último debate da TV GAZETA, onde tentou sua última cartada. ?Depois de discutirmos nacionalmente nossa posição no segundo turno e nas instâncias municipais e estaduais, informamos neste momento que apoiaremos os candidatos Cícero Almeida e Lourdinha Lyra. O 23 agora é 12?, disse rapidamente o ex-candidato, referindo-se aos números de sua candidatura e de seu novo aliado. O anúncio da adesão de Regis a Cícero Almeida foi acompanhado pelo articulador da aliança PDT-PTB, o empresário Geraldo Sampaio (PDT), pelo próprio Almeida e por Lourdinha Lyra. Sampaio disse que a posição do PPS é um ?resgate histórico da vida dos dois partidos que já estiveram juntos em outros momentos da política nacional?. Sustentação Durante a coletiva, Regis disse que as alianças que faz ?são às claras?. Para sustentar sua ida para a candidatura de Almeida, acusada pelos adversários de pertencer aos ?maus usineiros?, ele, além de fazer referência ao contexto nacional do partido, destacou o fato de manter-se na oposição. ?Nacionalmente, nosso partido apontou a necessidade de apoiarmos os candidatos do PDT. Avaliando a situação local, nós estamos preservando a coerência de nosso discurso ao mantermos a nossa linha de oposição ao governo municipal?, argumentou Regis. Manifesto Para manter a formalidade do encontro, Regis ainda apresentou um manifesto aos candidatos Almeida e Lourdinha (a vice) com detalhes de seu programa de governo. Almeida, ao ser perguntado sobre qual ponto do programa de Regis utilizaria na campanha, saiu-se observando que num livreto do PPS, em cima da mesa, existia a palavra ?mudança?. ?Já temos alguma coisa em comum porque em nosso programa também proponho a mudança?, disse o pedetista, demonstrando felicidade com o ?reencontro com Regis?. Ele relembrou de sua ?caminhada em 2000? ao lado do então candidato a prefeito Regis. Na época, Almeida levou vantagem: conquistou seu primeiro mandato, de vereador. Sucessão de 2006 Regis descartou, ao ser perguntado, que a aliança firmada para o segundo turno em Maceió signifique compromissos para 2006. ?Acho, inclusive, errado quem transforma essa eleição num espelho de 2006. Entendemos que a eleição municipal trata de questões básicas da vida das pessoas, como a realidade local. Em 2006, a discussão envolverá a conjuntura nacional?, avaliou Regis. Ele confirmou que manteve contato com o governador Ronaldo Lessa, mas disse que ?as conversas não avançaram?. O ex-candidato do PPS não acredita que possa ter sua imagem desgastada por apoiar Almeida, mas reconheceu que sua posição ?não significa que naturalmente os votos atribuídos a mim sigam para Almeida?. Sobre a senadora Heloísa Helena (sem partido), que o apoiou no primeiro turno, Regis disse apenas que ela ?está livre para fazer qualquer julgamento?.