Política
Lessa perdoa senadores e critica Regis
MARCOS RODRIGUES O governador Ronaldo Lessa admitiu, ontem, que não conseguiu convencer Regis Calvalcante, do PPS, a subir no palanque de seu candidato a prefeito Alberto Sextafeira (PSB), assim como os senadores Téo Vilela (PSDB) e Renan Calheiros (PMDB). Ao mesmo tempo em que disse ?perdoar? os senadores pela posição de liberarem seus eleitores, fez críticas a Regis. ?A posição dos senadores eu achei mais coerente. Mas o Regis teria sido melhor se também ficasse neutro. Ir para a oposição, achei uma decisão politicamente incorreta?, disse o governador. Lessa disse que a conversa com o ex-candidato do PPS não conseguiu avançar, por causa da posição de Regis de ?manter a indicação do Diretório Nacional?, explicou o governador. Ainda segundo Lessa, ?algumas mágoas? foram colocadas pelo candidato. Reação Ao saber da opinião do governador, Regis Cavalcante reagiu de maneira irônica. ?O governador só está magoado porque não é uma decisão que o agrada. Mas ele não é o juiz de ninguém para julgar o que é certo ou não. Se estivesse do lado de seu candidato, estaria tudo bem?. Segundo Regis, sua posição ?é coerente com o que dissemos na campanha, ou seja, continuamos contrários ao projeto desenvolvido pelo Executivo municipal?, disse. Distância A distância de Téo e Renan foi mais compreendida pelo governador. Ele não considerou que a neutralidade dos dois favoreça ao candidato da oposição, Cícero Almeida (PDT). Lessa confirmou que durante a conversa com o tucano, Téo Vilela também alegou problemas ligados à orientação nacional do PSDB. Governo Segundo o governador Ronaldo Lessa, a sucessão para o governo do Estado em 2006 não foi discutida com nenhum dos personagens. Mas deixou escapar que o apoio ao senador Renan Calheiros, como candidato a governador, ?seria mais fácil se nós três estivéssemos juntos neste momento. Sobre 2006, não existe um compromisso, mas sim um indicativo?, adiantou o governador. Lessa disse, ainda, que a última conversa que teve com os dois senadores, sobre a sucessão em 2006, aconteceu entre março e abril deste ano. Do lado dos senadores, ninguém fala mais em compromissos políticos para a sucessão estadual. ?Será uma outra eleição?, disse Renan Calheiros.